Se liga no setembro amarelo!

O Brasil é o oitavo país com o maior número de suicídios. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 32 brasileiros morrem diariamente vítimas de suicídio. Os dados são ainda mais alarmantes em relação aos jovens. O suicídio mata mais pessoas entre 15 e 29 anos do que o HIV em todo o mundo.
O comportamento suicida envolve fatores sociais, psicológicos e outros que podem ser combatidos. Por isso, setembro foi escolhido pela Associação Brasileira de Psiquiatria, em parceria com o Conselho Federal de Medicina, o mês de combate ao suicídio com a campanha Setembro Amarelo.
Ao todo, 800 mil pessoas cometem suicídio todos os anos. Dados da OMS indicam que para cada concretização do ato, houve 20 tentativas frustradas. Para combatê-lo de maneira efetiva é importante que a sociedade tenha conhecimento sobre a temática.
Neste mês de prevenção ao suicídio, o Jornal de Canela traz para você informações que podem ajudar no processo de combate ao ato que esclarecem e desmitificam as causas do suicídio. Leia abaixo os mitos e verdades, de acordo com a OMS.

Mito 1: as pessoas que falam sobre o suicídio não farão mal a si próprias, pois querem apenas chamar a atenção. Isto é FALSO!
Todas as ameaças de se fazer mal, devem ser levadas muito a sério.

Mito 2: o suicídio é sempre impulsivo e acontece sem aviso. FALSO!
Morrer pelas suas próprias mãos pode parecer ter sido impulsivo, mas o suicídio pode ter sido ponderado durante algum tempo. Muitos indivíduos suicidas comunicam algum tipo de mensagem verbal ou comportamental sobre as suas ideações da intenção de se fazerem mal.

Mito 3: os indivíduos suicidas querem mesmo morrer ou estão decididos a matar-se. FALSO.
A maioria das pessoas que se sentem suicidas partilham os seus pensamentos com pelo menos uma outra pessoa, ou ligam para uma linha telefónica de emergência ou para um médico, o que constitui prova de ambivalência, e não de empenhamento em se matar.

Mito 4: quando um indivíduo mostra sinais de melhoria ou sobrevive a uma tentativa de suicídio, está fora de perigo. FALSO!
Na verdade, um dos períodos mais perigosos é imediatamente depois da crise, ou quando a pessoa está no hospital, na sequência de uma tentativa. A semana que se segue à alta do hospital é um período durante o qual a pessoa está particularmente fragilizada e em perigo de se fazer mal. Como um preditor do comportamento futuro é o comportamento passado, a pessoa suicida muitas vezes continua em risco.

:: Outras matérias sobre o setembro amarelo você vai conferir este mês no Jornal de Canela. Enquanto isso, a página www.setembroamarelo.org.br traz mais informações sobre o tema.