Início Polícia Morte no motel: Delegado encerra inquérito sem indiciamento. Caso será arquivado

Morte no motel: Delegado encerra inquérito sem indiciamento. Caso será arquivado

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O Delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia Civil de Canela, confirmou nesta sexta-feira, 22, que concluiu o inquérito que investigava a morte de Marinês Pontes de Oliveira, na noite de 07 de dezembro de 2013.

Marinês morreu aos 33 em um motel no Saiqui, em Canela, no quarto número 9, em companhia de Alessandro Anselmo Martins, em circunstâncias não esclarecidas.

O inquérito, que durou mais de um ano e meio, foi encerrado após o recebimento do laudo pericial originado da reconstituição simulada realizada em 5 de setembro de 2014. O laudo foi recebido pela delegacia de Canela em 21 de abril deste ano.

Conforme Vladimir, não restaram fatos que comprovassem que a morte de Marinês tivesse sido causada por algum motivo externo, já que a necropsia apontou um ferimento na cabeça, de cerca de três centímetros, o qual causou uma hemorragia craniana, levando a mulher ao falecimento.

A mesma necropsia dizia que tal ferimento poderia ter sido causado por queda de uma pessoa da sua própria altura. Além disso, segundo o delegado, as testemunhas ouvidas e as circunstâncias encontradas no local não apontavam para que tivesse acontecido luta corporal.

A polícia trabalhava com duas hipóteses, um acidente, no qual Marinês tinha caído e batido a cabeça,ou causa externa, algum tipo de ação de quem a acompanhava tivesse provocado a sua queda.

Conforme adiantou a Folha na edição de 14 de maio deste ano, o laudo pericial da reconstituição foi inconclusivo e as investigações não apuraram com exatidão o que de fato ocorreu no local. Ainda, nenhum dos exames técnicos determinaram que Marinês sofria de alguma doença que ocasionava desmaios ou quedas.

Durante o inquérito foram esgotadas as possibilidades de ajuda externa para queda e, segundo o delegado, como uma elimina a outra, não resta nada a fazer senão encerrar o inquérito sem indiciamento. O processo será enviado ao judiciário na próxima semana e, após ser análisado pelo Ministério Público, deverá ser arquivado.