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Como minimizar o pânico dos pets aos fogos

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Parte intrínseca das comemorações da virada do ano, os fogos de artifício podem ser verdadeiros pesadelos para o seu pet. Por terem uma audição mais aguçada, que pode ser potencializada em até quatro vezes em relação aos humanos, os animais costumam sofrer mais com os fortes barulhos causados pelas explosões, tendo reações como tremores, choros, tentativas de fuga e até mesmo maior irritabilidade. Contudo, de acordo com especialistas, existem métodos que podem ser utilizados para minimizar os efeitos no sistema nervoso e diminuir a agitação dos animais.

É importante analisar o local em que o bicho irá ficar para que ele não se machuque durante a queima dos fogos. Cães e gatos devem permanecer em ambientes livres de grades em que possam se ferir e também sem coleiras para evitar que se enforquem. A tendência de animais amedrontados é tentar fugir para um lugar em que se sintam mais protegidos e, se estiverem sozinhos em casa, tendem a sair em busca de seus donos. O ideal é não deixar o animal de estimação sozinho, principalmente se ele já tiver um histórico de medo. Ninguém melhor do que o dono para saber o que causa conforto e desconforto ao seu pet.
gato-esconde-medoMesmo em casa, uma recomendação importante é tentar abafar a entrada do som. Colocar cobertores nas janelas e nas portas pode ser uma boa opção. Alguns animais ainda mais frágeis do que cães e gatos, como pássaros e animais silvestres, chegam a morrer em razão dos fogos devido à paradas cardiorrespiratórias. Os pássaros, portanto, devem ficar de preferência em locais onde o som seja abafado e coberto.

Além dos fogos, outro elemento requer a atenção dos donos de pets neste período. Os quadros de intoxicação alimentar em cães e gatos são sem dúvida as campeãs entre os casos clínicos de emergência veterinária durante o fim do ano. O costume de oferecer os restos da mesa pode resultar em sérios problemas de saúde e até causar óbito. Comidas muito condimentadas como peru, chester, tender, pernil e fios de ovos são danosos para animais, podendo acarretar em diversas enfermidades. Ossos de frango, de porco, de carneiro e caroços de frutas, especialmente de pêssego, podem causar obstruções, engasgos e perfurações no intestino. O aconselhável é que em qualquer dos casos, deve-se levar o animal imediatamente ao médico veterinário sem realizar medicação por conta própria.

FLORAIS, UMA OPÇÃO VIÁVEL

O ideal, segundo especialistas, é iniciar o tratamento cinco dias antes (se você não fez, ainda dá tempo).

A fórmula,  recomendada do sistema de Florais de Bach leva Rock Rose, Mimulus, Rescue, Aspen e Cherry Plum, e deve ser formulada sem álcool ou glicerina. Já o floral da Bio Florais já vem pronto, o nome dele é MEDO (uso veterinário) e vende em farmácias de manipulação. Vale lembrar que essas fórmulas servem tanto para cães quanto para gatos.

ACEPRAN, UMA OPÇÃO POSSÍVEL

Converse com o veterinário sobre o Acepran, que é um tranquilizante veterinário. Esse remédio, que é em gotas, funciona muito bem. A única ressalva é não sair medicando o animal aleatoriamente. Esse tipo de medicamento, apesar de não precisar de receita, deve ser indicado e ter o uso acompanhado por um veterinário, pra garantir a segurança do seu bichinho.

Lembre-se de conversar com o veterinário responsável pelo bichinho a possibilidade (ou não) de administrar esse remédio em casos de medo exagerado.