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Área da celulose não pode ser usada para o esporte – Coluna 360 graus

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Ginásio, praça, planejamento…

Você primeiro constrói a casa e depois de pronta vai pensar em como ocupá-la? Ver quantas pessoas vão morar?

Não né? Em geral, se faz o projeto de acordo com as necessidades…

Em Canela acontece algo parecido. A gente quer Festival de Teatro, mas não tem um teatro descente.

A gente quer a reformulação na praça, mas não tem uma política cultural definida para ocupá-la.

A gente quer ginásio, mas não tem política pública de esporte.

Isso é um problema crônico de Canela, em todas as áreas e passa por todas administrações. Não existe planejamento. Cada gestor que entra, coloca em prática ações pontuais que tem a ver com o que ele e seu grupo de trabalho pensam sobre o assunto.

Tem esporte, não educação esportiva

Veja bem, o Dilo Daros, em sua primeira passagem pelo DMEL, fez um trabalho bem legal.

O Altair, na gestão do Cléo também.

Agora o Dilo retorna e acredito que novamente vai fazer um bom trabalho.

O esporte em Canela sempre teve equipe reduzida, orçamento reduzido e muita cobrança.

Mas na verdade, o que temos é competições municipais organizadas pela Prefeitura e não uma política pública de esporte.

Aí entra a discussão do ginásio, que nesta semana teve sua área definida, aquela atrás do posto de saúde do Canelinha.

Antes de entrarmos na discussão do ginásio de fato, quero dizer que nada tenho conta o Canelinha, nem contra qualquer outro bairro, aliás, todos os bairros deveriam ter um belo ginásio poliesportivo.

Mas, voltando ao tema, a comunidade do Canelinha se organizou, atendeu ao chamamento da Prefeitura para a votação, foi lá e levou o ginásio para o seu bairro.

Justo, muito justo, justíssimo…

Mas e a Prefeitura, acertou em abrir essa votação?

O ginásio no Canelinha vai atender todos os bairros?

Ginásio I – Celulose não ia dar, a lei não deixa

Tem uma coisa que os canelenses deveriam saber, antes de mais nada!

A área da Celulose foi comprada, na primeira gestão de Constantino, com verbas do FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, então, ele pertence à Educação.

Ou seja, o dinheiro do FUNDEB pode ser usado em atividades e custeio de programas de melhora da qualidade da Educação, a formação continuada dos professores, a aquisição de equipamentos, a construção e manutenção das escolas.

Simplesmente para a construção de um ginásio esportivo, não pode. Canela teve sorte que isto ainda foi tema de apontamento do Tribunal de Contas.

Se eu sei disso, a Prefeitura deve saber. Então, nestas tantas, a Prefeitura deve estar aliviada por a comunidade não ter escolhido a área da Celulose.

De qualquer maneira, não poderia ter sido lá.

Ginásio II – Que tenhamos mais

Que saia o ginásio no Canelinha, mas que tenhamos outro, mais centralizado.

Por melhor que seja a estrutura lá construída, pela sua localização não atenderá todos os bairros.

Vejam o exemplo do Perinão, em Gramado, recebe eventos estaduais, nacionais… de luta, tem espaço para várias modalidades esportivas e é centralizado.

Continuo insistindo que o local para abrigar esse centro esportivo e de eventos é o Centro de Feiras.

E digo mais, que tenhamos competições acontecendo no Canelinha, no Santa Marta, no Sesi, no Maristão e assim por diante.

Ginásio III – política de esportes

Mais importante que o ginásio é ter uma política de esportes. Que se invista uma quantia boa para ter a quadra, mas que se invista o triplo na contratação de professores e profissionais de educação física para se ter realmente um programa de esportes em Canela.

Que tenhamos uma maneira de identificar nas escolas o talento de cada criança, se futebol, vôlei, judô, atletismo, xadrez…

Após isso, poderemos saber qual a demanda esportiva da cidade e que tipo de locais esportivos vamos necessitar.

Investir nas pessoas é sempre melhor que investir em construções.

E fazendo isso, até mesmo a utilização de verbas do FUNDEB estará justificada.

E você, leitor, o que pensa sobre isso?

Gramado cancelou a castração

As informações são extraoficiais, mas parece que Gramado cancelou as castrações de cães de rua ou abandonados.

Não é de hoje que cachorros de outras cidades vem parar por aqui.

Será que a história vai se repetir?