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Polícia indicia médico por homicídio culposo de Benito Urbani

Perícia oficial indicou procedimento tecnicamente inadequado e omissão
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A Polícia Civil de Canela concluiu, nesta semana, as investigações referentes à morte de Benito Antonio Urbani, ocorrida em 25 de março deste ano.

A vítima se envolveu em colisão de trânsito na ERS235, em Canela, tendo sido encaminhada ao HCC – Hospital de Caridade de Canela para atendimento médico de urgência, mas veio a falecer algumas horas depois do ocorrido.

A família da vítima procurou a Delegacia de Polícia de Canela e representou contra o médico, alegando erro e omissão no atendimento ao paciente. Os fatos foram apurados pelo órgão policial através de inquérito policial, tendo o Delegado Vladimir Medeiros, responsável pelas investigações, ouvido os envolvidos e juntado documentos, requisitando, ainda, laudo ao Instituto Geral de Perícias.

O exame pericial indicou que o procedimento de atendimento à vítima, pelo médico, foi tecnicamente inadequado e houve, ainda, omissão, concluindo a Polícia Civil que assim, a conduta do médico contribui para a morte do paciente.

O inquérito policial concluiu não ter havido responsabilidade do Hospital de Caridade de Canela no fato, mas apenas do médico investigado.

Tales Danelon Pereira, que atuava junto à emergência do HCC, foi indiciado por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar), uma vez que, conforme apurado, deveria ter tomado uma providência e tomou errado e deveria ter realizado um procedimento e não realizou.

O inquérito policial foi instruído pelo Cartório de Combate à Corrupção, aos Crimes contra a Administração Pública e à Lavagem de Dinheiro da Delegacia de Polícia de Canela e foram remetidos ao Poder Judiciário ainda esta semana.

No início de maio deste ano, a Polícia Civil de Canela já havia indiciado por homicídio culposo o outro motorista envolvido na colisão que vitimou Urbani, indicando que ele foi imprudente pela velocidade em que trafegava e que sua conduta contribuiu para a colisão e para o resultado morte.

Foto: Arquivo Folha/Reprodução – Whatsapp