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Locomotiva começa a ser desmanchada para revitalização

A locomotiva belga Le Meuse, de classe o-6-0, está sendo desmanchada Fotos: Reprodução
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O trem deverá estar reformado até o segundo semestre de 2018

A primeira etapa da Estação Campos de Canella, ambicioso projeto que tem como objetivo revitalizar a histórica Estação Férrea de Canela, construindo também um novo paradouro turístico no coração da cidade, já começa a se tornar realidade.

No último dia 20, a locomotiva, desativado há 40 anos, começou a ser desmontada. A previsão é que o trem já esteja retirado de sua atual localização até hoje, 24.

Junto a ele, os dois vagões, um de carga e outro de passageiros, também serão renovados. O trabalho envolve, entre outros processos, o lixamento, a limpeza, a reposição de peças como as 23 venezianas do vagão de passageiros.

A locomotiva belga Le Meuse, de classe o-6-0, que será revitalizada, pesava originalmente 20 mil toneladas, mas hoje se encontra com cerca de 50% de seus materiais inutilizados em função de enferrujamentos, corrosões e outras circunstâncias. Mesmo que muito ainda precise ser avaliado, como o estado da caldeira, o novo trem deve ser entregue no segundo semestre de 2018.

Para Antônio Carlos de Teixeira Júnior, responsável pela revitalização do trem ao lado de Márcio Roberto Krummenauer, ambos da MKR, esse é um trabalho que envolve muita responsabilidade. “É um orgulho poder cuidar de um veículo onde tantas pessoas trabalharam e andaram. Deixá-lo útil e bonito novamente para que novas pessoas o conheçam e o fotografem é uma tremenda responsabilidade. Tudo será feito com muito carinho”, conta Teixeira Júnior, que, em 2007, também trabalhou na revitalização da estação Várzea Grande de Gramado.

O trabalho de recuperação da Estação Férrea de Canela tem um sabor especial para Teixeira Júnior, que, natural de Taquara, sempre foi inspirado pelo trabalho da família no ramo de trens e ferrovias. Por parte dos dois avôs e do pai, todos atuantes do segmento, passou a cultivar seu carinho por esse universo que hoje também faz parte do seu dia a dia. Inclusive, Emilio Ferrari, seu avô que atuou durante 33 anos no ramo até a aposentadoria, chegou a trabalhar como maquinista no trem que hoje Teixeira Júnior ajuda a revitalizar.

Apenas o ponto de partida

Visão da locomotiva em 1938, com a estação férrea ao fundo

A renovação do emblemático trem da Estação Ferroviária de Canela é apenas o ponto de partida de um grande resgate histórico-cultural que culminará no Memorial do Trem. O memorial ocupará o subsolo da estação e estará projetado dentro dos mais modernos conceitos de memoriais interativos da atualidade, tendo como foco recontar a história da cidade de Canela em um passeio divertido, cheio de informação e cultura.

Para trabalhar a questão temática de trens e trilhos, revitalização da locomotiva e o significado do trem na fundação e no desenvolvimento de Canela, a Novalternativa buscou o know how de quem entende muito do assunto: o parque temático Mundo a Vapor. A dimensão total da área a ser ocupada pelo Estação de Campos Canella é de 5,2 mil metros quadrados.