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360Graus por Francisco Rocha: Polícia prende, justiça solta

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Acompanhando as manifestações de nossos leitores, em geral nas redes sociais da Folha de Canela, constatei que uma das expressões mais utilizadas é “a polícia prende, a justiça solta”.

Não acredito que algum juiz queira deixar criminosos soltos. O que acontece é que os presídios estão superlotados e isso não é novidade para ninguém.

O aqui de Canela, apesar dos esforços, também está. Além disso, está encravado no centro da cidade, em uma área residencial, o que atrapalha muita coisa.

A construção de um novo presídio regional há muito tempo tem sido comentada em Canela e Gramado, mas a coisa não anda.

Não anda por vários motivos, acredito que mais por falta de vontade política do que por outra coisa.

Se você, leitor da Folha de Canela, que toda semana tem uma notícia importante e exclusiva no seu jornal, prestar atenção na matéria lá da página 04, vai ver uma solução encontrada pela Prefeitura de Canela para a construção da creche Tio Beto.

A Prefeitura quer trocar uma área que tem perto do hospital, que vale cerca de R$ 3 milhões e hoje está sendo usada como plantação de milho, pela construção da nova escolinha Tio Beto, que se conseguir fazer o que quer, teremos um escolão infantil.

É uma maneira de driblar a falta de recursos.

Com o presídio não é diferente. A área da atual casa penal está avaliada em pelo menos R$ 3 milhões. Dinheiro suficiente para comprar outra área e iniciar a construção de um novo, maior e mais moderno presídio, que poderá ficar localizado em uma área mais afastada e resolver em partes este problema da superlotação e colocar atrás das grades estes criminosos costumazes, que apesar de não cometerem crimes gravíssimos, incomodam a comunidade e elevam as estatísticas às nuvens.

O Governo Sartori tem como fazer isso, tem até lei aprovada para isso. O que falta é as prefeituras de Canela e Gramado abraçarem essa causa e fazerem acontecer.

E quer saber mais uma, este é o ano para isso acontecer. Só não vão fazer se não quiserem.

E se faltar alguma coisa de recursos, tenho certeza que nossas comunidades vão se unir para terminar o projeto.

Que tal Constantino e Fedoca? Mãos à obra?