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360Graus, por Francisco Rocha: Constantino “Pistola”; Livre iniciativa; Temporada de Inverno e mais!

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Constantino “Pistola”
Se você curte a Copa do Mundo já deve ter visto ou ouvido falar no Canarinho Pistola (foto). Com cara e jeito de mau, o novo mascote da Seleção Brasileira gerou memes e memes, com sua cara irritada.
Acredito que, por força do sucesso do canarinho brabo, o prefeito de Canela, em um golpe de marketing fantástico, deve ter se transformado no “Constantino Pistola”.
Na última quarta, no lançamento da temporada de inverno, Constantino subiu o tom do discurso, quando falou das cedências de áreas públicas para investimentos da iniciativa privada.
Sem aquela de “Tininho Paz e Amor”, o prefeito cobrou dos empresários uma atitude mais pró ativa e bateu em quem critica as cedências.
“Existe muita gente omissa”, disse o prefeito “Pistola”, “Canela não pode ser um depósito de problemas”.

Livre iniciativa
Constantino disse que vivemos em um país capitalista e que incentiva a livre iniciativa.
Concordo, caro prefeito “Pistola”, em gênero, número e grau.
Mas, e sempre existe um más ou um porém em tudo, a gente deve ir devagar com o andor, porque o santinho é de barro.
Livre concorrência é uma coisa, livre iniciativa é outra.
Antes de mais nada, o leitor deve saber que este colunista é adepto da meritocracia e apoia a livre iniciativa, ainda, acredita que quanto menos estado, melhor.
Dito isso, é preciso lembrar que no Poder Público, a banda toca diferente, somente as notas que estão grafadas na partitura, ou seja, nos textos legais, podem ser tocadas. No poder público, não há lugar para improviso.
No Poder Público, o “nós queremos” (comunidade) tem mais força do que o “eu quero” (gestor).

Temporada de Inverno
Curti a programação da Temporada de Inverno, gosto da proposta de música em todo o canto e shows nacionais.
Porém, ainda estou sentido falta daquele lado lúdico dos eventos de Canela, o que, por certo, deve vir na decoração, portanto, vamos aguardar.

Pesquisa de quem?
Está este mero colunista saindo da redação da Folha, na última terça, 03, e fui abordado por uma entrevistadora do Instituto Inovação. Coitada da menina, ela mais respondeu as minhas perguntas do que eu as dela…
Mas enfim, tinham diversas perguntas relacionadas ao que o entrevistado pensa sobre o estado atual da cidade, mas, e sempre existe um mas em tudo, deu pra perceber que a pesquisa foi encomendada pela Prefeitura de Canela, principalmente por duas: qual sua opinião sobre o programa Canela do Futuro? Qual a sua opinião sobre a cedência de áreas públicas para investimentos da iniciativa privada, principalmente no Parque do Palácio?
Gente, eu trabalho com pesquisas desde 1900 e guaraná de rolha. A menina estava fazendo o trabalho dela, mas as perguntas estavam beeem direcionadas.
Direcionadas, pois, não davam outra opção ao entrevistado de dar outra resposta do que uma positiva ao que estava sendo perguntado.
Assim é fácil né gente?
Como eu disse antes, trabalho com pesquisas faz um tempinho e não acho que é assim que se faz.

Te dou minha palavra
Vendo uma postagem sobre essas diversas emendas de deputados, me deparei com uma, na rede social Facebook, que me chamou atenção. O texto inicia assim “Obrigado, deputado, por ter mantido sua palavra”.
Chê, mas o que é isso? Então o cara vem aqui, faz uma balaca com um dinheiro que não é dele, afinal é público, e ainda temos que ficar felizes por ele ter mantido a palavra?
Mas é o mínimo que esse cidadão, empregado do Estado e que faz gracinhas com nosso dinheiro pode fazer é ter palavra!
Em tempos de política cada vez mais podre, a gente, se não prestar atenção, pode pensar que o cara está fazendo um favor.
É o fim da picada.

Emendas de deputados
Eu sou o cara que é contra as emendas de deputados. Eles aparecem de quatro em quatro anos, antes das eleições, com migalhas para os municípios, como se fossem senhores preocupados em resolver problemas, dão uma ambulância, um valorzinho para uma obra e lá se vão fazer campanha com dinheiro público.
Em geral, estes arregos foram negociados com o governo federal em troca de apoio em uma votação não popular.
É assim que a banda toca.
Quer fazer diferente, pesquise o seu candidato, não vote em gente de fora que aparece aqui de quatro em quatro anos e lembre-se de cobrar do político local que apareceu com o senhor deputado aqui em baixo do braço.

Almirante Barroso
Na semana que a Prefeitura anunciou uma série de ruas que serão asfaltadas (e que bom que serão) eu quero fazer um lembrete ao pessoal do planejamento da Prefeitura.
Tem um trechinho, no início da Rua Almirante Barroso, algo em torno de 100 metros, que nem pavimentação tem, é puro barro em dias como os que tivemos nesta semana.
Entra ano, sai ano, entra administração e sai administração, segue lá, aquele pedacinho, no centro da cidade, virado em pó e barro.
Não dava pra colocar esses 100 metros de rua no planejamento e fazer uma pavimentação ali, nem que seja de PavS? Afinal, é o único pedaço de rua sem pavimentação do centro de Canela.

Aplicando com o aplicativo
A gente vê que tá ficando velho quando termos antigos ganham novo significado.
É o caso do tal de app, aplicativo para alguns. Lendo assim, é algo feito apenas para aplicar.
Na minha época de piá, computador tinha apenas linguagem, ou programação. Depois vieram as aplicações, como word, excel… Agora temos os aplicativos. O que será que irão inventar depois, nessa nova época?