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360Graus, por Francisco Rocha: Nova Rodolfo Schilieper e Falta de água x falta de planejamento

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Nova escola Rodolfo Schlieper: parte da área não pertence à Prefeitura
Preciso, antes de mais nada, fazer uma retificação.
Na semana passada, publicamos matéria especial sobre o projeto do hotel e museu do cacau, Der Kakao, e sua contrapartida, a construção de um novo prédio, totalmente adequado, para a Escola Municipal de Educação Especial Rodolfo Schlieper.
Na matéria, escrita com informações da Secretaria de Educação, citamos que toda a quadra que abriga a escola Rodolfo Schlieper, APAE e Delegacia de Polícia, pertencia à Prefeitura e que existiam planos de envolver os imóveis em uma negociação futura, com investimento da iniciativa privada.
Pouco depois da circulação da edição impressa, o Rotary Clube de Canla, mantenedor da APAE na cidade, entrou em contato com nossa reportagem para informar que as dependências da APAE, como o salão da entidade, pertence ao Rotary, que tem sua sede no segundo pavimento da construção.
Em conversa com a Secretaria da Educação, confirmamos que tal área pertence ao Rotary Clube e que a área da Delegacia pertence ao Governo do Estado, conforme mapa do setor de cadastro da Prefeitura.
O secretário Municipal de Educação, Gilberto Tegner, lamentou a confusão, mas garante que nada disso atrapalha o projeto, que é muito bom, e que a construção do hotel vai viabilizar a construção da nova escola especial, em área da Prefeitura, ao lado do Sesi.
Teremos uma nova Rodolfo, moderna e adaptada, a área da atual Rodolfo pode ser envolvida em uma negociação no futuro. Com as demais entidades, como a APAE, seguiremos conversando, pois é muito importante esta parceria e queremos mantê-la. As áreas que não pertencem à Prefeitura, claro, não serão envolvidas em futuras negociações”, diz Tegner, que deve visitar o Rotary Clube nas próximas semanas para apresentação do projeto.

Pequenas empresas, muitos empregos
As micro e pequenas empresas geram o maior número de empregos formais no País e no Estado. A informação integra o Anuário do Trabalho nos Pequenos Negócios, elaborado pelo Sebrae, com base nas informações do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese). No Rio Grande do Sul, 61% dos trabalhadores estão nas MPEs. No Brasil, esse percentual é de 54,5%, o que reforça a máxima de que a geração de empregos está nos pequenos negócios. Em dez anos, houve um aumento de 1,1 milhão de micro e pequenas empresas no Brasil, o que representa crescimento de 21,9% no número de empresas, responsáveis por criar mais 5 milhões de novos empregos.
Os dados consolidados, no entanto, apontam que a crise econômica já começa a se refletir nos números desses empreendimentos. No País, o número de empregados em micro e pequenas empresas passou de 17,49 milhões em 2015 para 16,90 milhões em 2016. Entre os gaúchos houve redução, de 1,278 milhão em 2015 para 1,244 milhão em 2016. Ainda assim, os negócios de pequeno porte do Estado estão entre os que pagam melhores salários do País. A remuneração média por aqui foi de R$ 1.998,00, perdendo para São Paulo, com R$ 2.246,00, e Santa Catarina, com R$ 2.013,00.

Eles ainda ganham mais
Embora ainda pequena, a diferença salarial entre homens e mulheres caiu nas micro e pequenas empresas nacionais, entre 2006 e 2016. Conforme o Anuário do Trabalho nos Pequenos Negócios, a diferença entre remuneração média real das mulheres e dos homens diminuiu. Os trabalhadores ganhavam quase 20% a mais que as trabalhadoras em 2006. Uma década depois, o percentual caiu para 16,8% em todo Brasil.
No Rio Grande do Sul, o desequilíbrio salarial entre os sexos também diminuiu. Em 2006, a diferença entre os rendimentos dos homens e das mulheres nas MPEs era de 23,18% e passou a 18,49% em 2016. Ainda assim, as mulheres ganharam em 2016 praticamente o mesmo que os homens receberam dez anos antes, cerca de R$ 1.700, em média.

O futuro nos pequenos
Fica aqui um recado para a atual administração municipal. Considero o Canela do Futuro um grande programa e sei que existem muitas ações importantes integrando ele, mas, o grosso dos empregos de Canela está nas pequenos e micro empresas.
É necessário um olhar mais carinhoso para os “santos de casa”, que por estas bandas fazem milagres todos os dias para manter as portas abertas e os diversos empregos que geram.
Não sei de que forma, não sei de que jeito, mas é preciso que a Prefeitura se atente à isso e dê uma força para quem vem mantendo a economia local girando há décadas.

Falta d’água x falta de planejamento
Não é preciso ser engenheiro para perceber que deixar os reservatórios de água em Canela ficaram rasos é falta de planejamento.
Matéria prima é o que não falta, nossa água é fácil de tratar, nada comparado à Gravataí ou São Leopoldo.
Então, como não ter água nos reservatórios? Simples, não pensaram que o final de semana seria de lotação máxima em Canela e Gramado.
Aí não é preciso ser turismólogo para saber que o primeiro final de semana das férias de inverno é de lotação máxima.
Faltou planejamento.
Somando-se as redes velhas e deficitárias do nosso abastecimento de água, temos o resultado, duas cidades desabastecidas em partes por até seis dias.
Nunca é demais lembrar que este serviço é de responsabilidade da Prefeitura, terceirizado com a Corsan.
Vamos combinar, nesta foram muito mal nossos órgãos públicos, foi inadmissível, quase amador, este desabastecimento.