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360Graus, por Francisco Rocha: Parque do Palácio e mais

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Parque do Palácio I
Rede social é uma coisa boa. A gente mede, “full time” a reação das pessoas.
Semana passada, em nossa matéria sobre o Parque do Palácio, com Eduardo Zorzanello, presidente do Convention da Região das Hortênsias, trouxemos a visão do lado empreendedor de Canela e Gramado. Assim como, há algumas edições publicamos, no espaço do leitor, uma opinião de uma leitora que é a favor do parque como está.
Essa semana, dando uma zapeada na página da Folha no Facebook, tinha uma leitora chamando o jornal de parcial. Esqueceu, ela, de olhar as publicações anteriores.
A rede social é muito legal. As vezes, ruim é o uso que fizemos dela.

Parque do Palácio II
Da mesma forma, me surpreendi com a repercussão de uma singela enquete que lançamos com o tema na página da Folha no Facebook. A pergunta era simples, você é a favor ou contra a cedência do Parque do Palácio. A coisa bombou com votos, comentários e compartilhamentos.
Uma fator que me chamou atenção foi o número de pessoas que não moram em Canela que participaram da enquete, assim como a repercussão ao nível estadual que o assunto tomou.
Me parece, neste momento, que os defensores do parque estão organizados em uma estrutura para divulgar o assunto e angariar simpatizantes.
Por outro lado, a Prefeitura parece estar preferindo deixar o assunto quieto até a votação, na próxima segunda.
Eu, pessoalmente, não gosto da maneira que o assunto está sendo conduzido, por nenhum dos lados. Isso não é uma campanha política, prefiro ficar com a opinião de quem entende do assunto, os operadores de turismo de Canela e Gramado, que dizem que o centro de eventos é sim um empreendimento importante e necessário.

Menos Estado I
Entramos no período eleitoral em que propostas liberais ganham força junto à comunidade, principalmente aqueles que defendem uma redução na máquina do Estado, que é ineficiente e gera muitos custos para o cidadão.
Ganham força junto ao eleitor nomes como o de Mateus Bandeira, aqui no Sul, e de Bolsonaro e João Amoedo, ao nível nacional.
Isso tem uma explicação muito simples, as pessoas estão cansadas da política e da ineficiência dos serviços públicos e principalmente de quem está administrando estes serviços.
A promessa de diminuição da atuação do setor público já é um alívio no horizonte para muita gente.

Menos Estado II
Neste mesmo sentido, ao nível local, vejo o entendimento de algumas pessoas que a gestão de um parque, como o do Palácio, com equipamentos turísticos importantes, deve ser feita por quem entende do assunto, devendo a Prefeitura se preocupar com assuntos que a ela competem, como saúde, educação e políticas públicas de qualidade.

Meio ambiente e apego
A questão ambiental do Parque do Palácio, deve ser melhor equalizada, como todas as outras. Não sei porque cargas d’água, sempre que se fala em meio ambiente a questão é radicalizada, existe uma maximização da questão ambiental (vide episódio das árvores da Praça João Corrêa).
Uma rápida olhada no Google Maps, na visão de satélite, e você pode perceber que essa não é nem de longe a única área verde no entorno da cidade, nem a única área de campo. É, realmente, a mais próxima do centro da cidade.
Para adequação do projeto, se for ali instalado, existem órgãos que vão aplicar medidas compensatórias.
O que não se pode, é se agarrar em uma área e esquecer de outras. Algumas das pessoas que defendem a permanência da área verde do Parque do Palácio, por exemplo são complacentes com as invasões em outros lugares da cidade, que causam um impacto social e ambiental muito maior.
O apego ao local, é outro fator, não querer mexer naquilo que se gosta, como foi no caso do canteirão da Praça, que hoje, vimos que ficou melhor e mais bonito, ainda mais quando está cheio de gente, como nesta temporada de inverno.
Então, vemos, ao final das contas, cada um puxando a brasa para o seu assado, sem levar em conta o que é melhor para TODA a comunidade canelense.
Esse, enfim, será o grande desafio dos vereadores na próxima segunda, equalizar o texto do projeto de lei para atender o interesse de toda a comunidade.
Oremos…

Não gosta? Normal
A gente, da área da comunicação, acaba levando paulada de tudo quanto é lado. É o leitor que acredita que estamos sendo parciais. É o partido A que pensa que somos do B, que por sua vez acredita que somos do C, este último tem certeza que somos do A.
Como diz o poeta e músico Oswaldo Montegro, “tem muita, muita gente que eu gosto que eu quase aposto que não gosta de mim”. E quer saber? Bem normal.
Essas pessoas não precisam gostar de mim. Precisam, SIM, saber que o trabalho que é feito na Folha é profissional e que o staff da empresa não é apenas o Chico.

Será que dá pra entender?
Agora, se um dia eu convidar alguém pra tomar um chimarrão na minha casa e o cidadão realmente não me tem como pessoa que ele gosta, é só agradecer e não ir. Mas, até lá, é tudo profissional né?

Chapa única em Canela?
Já escutei pelo menos três vezes, nas últimas semanas, uma teoria que prega um movimento dos partidos políticos de Canela para a composição de uma chapa única na próxima eleição, criando um sistema de rodízio de candidatos a prefeito, cada eleição com um partido, se perpetuando todos no poder por muitos e muitos anos.
Minha opinião? Jogo dois cafezinhos que por aqui isso não rola. A política canelense é uma senhora idosa, de óculos fundo de garrafa e muito, muito, ranzinza.
Na hora do “pega pra capar”, cada um vai puxar pro seu lado e raxa a coisa toda. Não acredito numa coisa destas.

Bolsonaro
Não é só por ele ter estado em Gramado neste semana. Em cada 10 postagens nas redes sociais, uma fala de Bolsonaro. Em cada 10 conversas com as pessoas, uma tem Bolsonaro no meio.
Não quer dizer nada, a não ser que ele está na boca do povo. Intrigante, não?

Hortênsias na Canela-Gramado
A gente até entrou em contato com a EGR, mas, assim como a Citral, na matéria da página 07, não obtivemos respostas.
Então, segue a dúvida; mas final, por qual motivo estão sendo retiradas as Hortênsias na Rodovia RS 235 no trecho entre Canela e Gramado?
Deve ser uma razão muito forte para retirar a flor símbolo de nossa região, que já vem ficando escasso por aí.