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Coleta de lixo deverá ser feita por nova empresa a partir de dezembro

Foto: Francisco Rocha - Geral deixa a coleta de lixo no dia 02 de dezembro
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Geral confirma que deixa a coleta e anuncia demissão de funcionários

A queda de braço entre a Secretaria de Meio Ambiente de Canela e a empresa Geral Transportes, responsável pela coleta e destinação do lixo na cidade, parece estar longe de ter um fim, mas o contrato para prestação de serviços tem data para acabar: 02 de dezembro de 2018.
Como não houve acerto entre Geral e Prefeitura para continuidade dos serviços, já é dado como certo o fato de que uma nova empresa assuma o serviço a partir do próximo dia 03.
O secretário Paulo Tomasine disse à reportagem da Folha que vai, através de um contrato emergencial, buscar uma nova empresa. “Teremos sim algumas dificuldades no início, mas tenho certeza que teremos, dentre em breve um serviço melhor, pelo mesmo preço”, afirmou Tomasine disse ainda que pretende ampliar os serviços pelo mesmo valor pago a Geral.
Atualmente. “Seria fácil para mim dar o aumento e repassar essa conta para a comunidade canelense, mas precisamos mostrar que a Geral não manda em Canela”, finalizou.
Por outro lado, a empresa Geral deu aviso prévio para 60 funcionários nesta semana, das áreas de coleta, triagem e transporte, os quais devem ser demitidos no início de dezembro. “Não posso continuar pagando a conta do lixo em Canela. Estamos trabalhando apenas com a correção da inflação, baseada no IGP-M, desde o início do contrato”, diz Rafael Bitelo, sócio-administrador da Geral.
A empresa segue instalada em Canela, pois opera a triagem e transbordo do lixo que recolhe, de Gramado e São Francisco de Paula, em sua sede no Distrito Industrial, e não descarta participar de uma nova licitação.
Nesta semana, a Secretaria de Meio Ambiente notificou a empresa sobre a legalidade de receber o lixo de outras cidades. A Geral respondeu que é uma empresa privada e que possui todas as licenças para realizar esta atividade.

A culpa é da burocracia
Perguntado sobre a falta de planejamento sobre uma nova licitação para a coleta de lixo, uma vez que a Prefeitura sabia a data de encerramento do contrato com a Geral e não providenciou uma nova concorrência, Paulo Tomasine culpou a lentidão do processo burocrático e uma ação judicial, movida pelo Ministério do Trabalho, que impediu o início de um novo processo licitatório.
A nova empresa deve operar em contrato emergencial, o qual pode durar no máximo um ano, prazo no qual uma nova empresa deve estar contratada através de licitação.