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Luiz Antônio Alves: Documentos em Genealogia

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A pesquisa genealógica exige vários métodos e objetivos. É uma rotina que une paixão e curiosidade, onde a valorização da memória familiar e de um povo inteiro compõe o patrimônio individual e coletivo. Além da tradicional entrevista oral com pessoas idosas da família a fonte documental é vasta. O tradicional é procurar batismos, casamentos e óbitos em épocas que não existia o registro civil. No entanto, a lista é longa e passa também por exames em testamentos, inventários, livros de pagamento de impostos, eleitores, rol de confessados e de crismas, documentos militares, atas das câmaras municipais, registros paroquiais de terras, livros d e escrituras de terras, querelas judiciais, cartas régias, registros de nobreza, passaportes e até notícias de jornais e revistas.
Os livros publicados na área de História e Genealogia são milhares que circularam ou circulam em livrarias e sebos especializados em vender antigas obras. O acervo de fotos e outras peças de museus ou guardados em casa de famílias são parte de todo o processo investigativo sobre os parentes próximos ou distantes.
Aqui na Serra Gaúcha existem cidades que possuem excelentes arquivos e museus públicos, incluindo as Mitras Diocesanas, Cartórios, Tabeliães e Casas Paroquiais. Para certos casos a cobrança de taxas pelo serviço de pesquisa torna-se mais um custo financeiro. Mas, existe aquela pesquisa que não precisa sair de casa e é de graça. Trata-se das consultas ao grande arquivo de documentos do Family Search da Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias que pode ser acessado por celular ou computador, desde que plugado na internet. Ali se descobre, por exemplo, livros de batismos e casamentos da Igreja Católica de algumas cidades que fazem parte da genealogia da região e cito alguns: Santo Antônio da Patrulha, de 1761 a 1902; Taquara, de 1858 a 1907; Vacaria, de 1781 a 1922. No caso dos registros civis de nascimento, casamento e habilitações de casamento: Canela, de 1950 a 1980, São Francisco de Paula (que na verdade refere-se a Cambará do Sul), 1907 a 1921; Caxias do Sul, de 1896 a 1951.
Afinal, no acervo dos Mórmons que são consultados pela CIA e FBI, encontram-se milhões de informações de quase todos os países do planeta e, claro, de quase todas as cidades brasileiras. Em relação ao nosso Estado, a documentação abrange o período de 1738 a 1952. E os mais antigos são da Bahia (1598-2007), Rio de Janeiro (1616-1980) e São Paulo (1640-2012).
Logicamente, as pesquisas que envolvem os países europeus são mais complicadas porque há necessidade de se conhecer o histórico das alterações em fronteiras e divisas regionais além de descobrir quais as Freguesias e Concelhos antigos de vilas e povoados. A internet e as redes sociais têm ajudado, mas o trabalho continua sendo de muita persistência.