Início 360 Graus Leite, o nosso projetor

Leite, o nosso projetor

Foto: Divulgação/GERS
Continua depois da publicidade

Eduardo Leite deveria ser chamado com o título de projetor e não de Governador. Somente na semana que passou ele projetou, projetou, projetou…

Ele projetou os números de casos e mortes no RS, projetou quando e como vão voltas as aulas e agora projeta para metade de junho o pagamento de abril para os servidores municipais.

Mas, atenção, é uma projeção, se as coisas melhorarem, ele faz antes, se piorarem, faz depois.

Leite é um bom marqueteiro, um bom projetor e um excelente piadista.

Enrolado na bandeira

Tem uma frase do cantor e gaiteiro Régis Marques que ficou famosa nos versos do chamamé “De tanto pelear”

Ele fala que dá “ô de casa na porteira” de São Pedro enrolado na bandeira do Rio Grande!

Claro que na música ele fala de uma guerra, a gente, ouve falas de pessoas enroladas em outras bandeiras, a da ciência, da qual nem fazem parte da comunidade, mas se aliam nos pensamentos para defenderam ações, nem sempre, assertivas.

E apesar de ser um entusiasta do digital, como escrevi nesta mesma coluna, não vai haver um novo normal. Não sei o que pretendem nossos governantes que se nutrem do medo da população para desviar recursos públicos, criar normas ditatoriais e fazer muito pouco, quase nada, e nenhuma política pública efetiva.

É só conversa, prática muito pouca.

Jetando… pro, pro, projetando

Se você, assim como eu, dedica 15 minutos diários a algum tipo de noticiário, já viu que a vida vai voltar ao normal sim. E, é claro, nem eu nem você somos o governador Eduardo Leite, nem mesmo o Dória (graças a Deus, tirando o fato da grana deles), mas, talvez possamos fazer algumas projeções.

Lá vão as minhas: com essa ajuda aos Estados e Municípios que virá do Governo Federal (aqui na Província de São Pedro serão R$ 1,9 bilhões, entre Estado e Municípios), já pode acabar o cerco econômico à bandeira de flexibilização, logo, assim como anunciado ontem pela UfPel, os números serão cada vez mais promissores.

Ainda: sem desmanchar o (absurdo que é) o fundão eleitoral e tudo se encaminhando para a manutenção do calendário com campanha em agosto e setembro, votação em 4 de outubro, a gente já sabe de antemão quando será o fim do isolamento e declaração oficial de que vencemos o Covid-19, pois, não dá para eleger vereadores e prefeitos sem caminhadas e abraços permeados com muito “salchipão”.

Pelo nosso bem, agosto tá aí e o “normal” voltará”. Para nosso mal, iniciam a campanha, porque a eleição já começou.

Vai ter futebol sim!

Esta semana, falando com o gerente-executivo do Convention Gramado – Canela, Luciano Gonçalves, que esteve em visita na redação da Folha, eu disse o futebol é um bom termômetro para a reabertura de diversas atividades ao redor do nosso lindo planeta azul.

E aí vai uma triste notícia para você que torce para o vírus e que acha que o isolamento social deve ser perene e eterno: vai ter futebol com público sim, inclusive, a Libertadores vai voltar, o alemão já voltou, o inglês vai voltar. Somente o francês foi cancelado e declararam o PSG campeão, mas não dá pra levar em conta, primeiro porque eles são os franceses e, segundo, porque lá só tem o PSG mesmo.

Mas, além do futebol, vai ter UFC, vai ter eleição, vai ter evento em Canela e Gramado. Ah, vão ter aulas.

Isso porque não tem essa de “novo normal”. O normal é vivermos nossas vidas, com liberdade de circulação, é no abraçarmos, beijarmos. O normal é trabalhar, é produzir.

Isto sim, é normal.