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Grupo autônomo realiza campanha para mudança de bandeira das Hortênsias no Distanciamento Controlado

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Um grupo denominado I3, formado por empresários, profissionais liberais, funcionários públicos, entre outros, está realizando uma campanha para bandeira única para as Hortênsias e abertura dos serviços e comércios não essenciais da Região.

“Se você é favorável a criação de uma bandeira para monitoramento de COVID-19 apenas para os municípios da Região das Hortênsias, ajude a viralizar este vídeo. Precisamos que nosso esforço no combate a pandemia seja reconhecido”, é a chamada realizada para o grupo.

O grupo confeccionou um documento e um vídeo para conscientizar a população e sensibilizar o Governo do Estado do RS.

Assista ao vídeo!

Confira o documento na íntegra:

“A ciência é cometida por erros, mas por erros úteis a serem cometidos, porque pouco a pouco, eles levam à verdade”

Julio Verne

O presente documento tem por objetivo apresentar uma defesa dos municípios componentes da região das hortênsias, com a finalidade de separarmos tais entes da REGIÃO COVID CAXIAS DO SUL.

Em virtude do trabalho integrado dos municípios de Canela, Gramado, Nova Petrópolis, Picada Café e Linha Nova, foi possível alcançar um dos mais baixos índices de incidência de COVID-19 em todo o estado do Rio Grande do Sul.

Salientamos que, fomos a primeira região que determinou o fechamento de toda a hotelaria, dos parques e espaços de turismo que compõem a ampla rede de atrativos de nossos municípios. Tal medida proporcionou a redução a praticamente zero da circulação turística em nossa região. Paralelo a isso, ocorreu também o fechamento de todo o comércio, de bares e restaurantes por um período que variou de 14 dias, chegando a quase 60 dias para a maioria do setor hoteleiro, por exemplo.

Diversas campanhas de conscientização foram realizadas em conjunto pelos municípios, com destaque para a publicação de material educativo desenvolvido por parceiros voluntários. Tal material levou a assinatura de todos os municípios componentes da AMSERRA, sendo uma ação pioneira e de amplo alcance.

Apesar de termos baixíssimos índices de ocorrência de casos de COVID-19, compreendemos que nossa vocação turística traz um risco inerente muito forte, dado que a atividade turística pressupõe a vinda de pessoas dos mais diversos recantos do estado, do país e do mundo. Pensando nisso, os municípios da Região das Hortênsias elaboraram uma série de iniciativas já implantadas e, em implantação, que buscam assegurar que os números de casos de COVID-19 se mantenham baixos e que, o turista que decidir por nos visitar, tenha a segurança de que estamos trabalhando dentro dos mais rígidos protocolos de segurança sanitária existentes no mundo.

Destacamos aqui algumas das medidas que foram tomadas pela região com este intuito:

• Aumento do número de leitos de UTI no hospital Arcanjo São Miguel de 10 leitos, para 18 leitos;

• Aquisição de respiradores por parte dos hospitais de Gramado (31 respiradores), Canela (6 respiradores) e Nova Petrópolis (6 respiradores);

• Mobilização junto a rede hoteleira, buscando acordos de cooperação para, em caso de um agravamento da pandemia, da utilização destes estabelecimentos como áreas de isolamento de pacientes infectados ou suspeitos.

• Realização de campanhas de esclarecimento sobre medidas preventivas com relação a utilização de máscaras, limpeza e desinfecção das mãos e superfícies;

• Implementação da plataforma smart-tracking para rastreamento de usuários e possíveis casos positivos de COVID-19;

Apesar de todas estas medidas que, aliadas as iniciativas de operadoras de turismo e estabelecimentos comerciais dos mais variados tipos, sabemos que ainda temos muito a melhorar e citamos duas áreas que, podem e devem avançar e assumimos o compromisso de colaborar com o estado do Rio Grande do Sul e implementar tais medidas.

• Melhora na fiscalização do uso de máscaras em locais de ampla circulação e uma maior restrição das atividades que gerem aglomeração, especialmente nas áreas públicas de hotéis e restaurantes;

• Aperfeiçoamento das medidas de distanciamento social e implementação de protocolos de segurança visando prevenir as aglomerações em decorrência do amplo afluxo de turistas que procuram nossa região em períodos como feriados, datas festivas e finais de semana;

• Implementação de ferramentas mais eficientes de quarentena e isolamento de pacientes e turistas suspeitos ou com testagem positiva para COVID-19;

• Implantação de um sistema de contact-tracing nos moldes dos utilizados em países com Alemanha, Australia e Estados Unidos. O rastreamento dos contatos tem se mostrado uma ferramenta essencial na retomada das atividades econômicas pois, permite, mediante o diagnóstico de qualquer novo caso, o isolamento de potenciais contaminados e a contenção do vírus.

Em vista de tudo isso, temos uma proposição a fazer, mesmo sabendo da responsabilidade inerente que traria tal alteração para nossa região. A criação de uma Região Covid19 própria, denominada Região das Hortênsias.

Os municípios que hoje pertencem a região COVID19 de Caxias do Sul e pertencem a AMSERRA são os de Canela, Gramado, Nova Petrópolis, Picada Café e Linha Nova. A população total desta região, segundo os dados da página de internet do estado do Rio Grande do Sul é de 112.889 habitantes. A população de idosos é de 17,9%, perfazendo um total de 16896 habitantes. Se levarmos em conta apenas os leitos de UTI do hospital Arcanjo São Miguel, na cidade de Gramado, teríamos 18 leitos, perfazendo o número de 1 leito de UTI para cada 6272 habitantes, número acima do preconizado pela Organização Mundial da Saúde. O total de respiradores em nossa região seria de 31 respiradores, ou seja, uma capacidade que, se não é a ideal, é acima de quase todas as regiões COVID atuais de nosso estado. A região vizinha de Taquara, R06, possui 228.092 habitantes e 15 leitos de UTI, perfazendo um total de 1 leito para cada 15206 habitantes, apenas a título de exemplificação.

O número de leitos COVID fora de UTI adulto somariam, nos três hospitais da região, um total de 75 leitos, um leito para cada 1.505 habitantes. Se olharmos para a região de Taquara, R06, que possui um leito para cada 1.341 habitantes, verificamos que os números são muito próximos e condizentes com a atual necessidade diante desta pandemia.

Por fim, destacamos a integração nas ações das prefeituras das cidades, tanto em questões sanitárias, como econômicas. A AMSERRA se tornou uma associação que serve de amálgama para a região, possibilitando um amplo contato entre os entes municipais e a coordenação das mais diversas ações nas áreas de saúde, turismo e economia.