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O quê a pane do TSE na divulgação dos resultados pode nos ensinar?

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Muita coisa, mas, antes de adentrar o cerne da questão, preciso dizer que você lê um colunista que defende a descentralização. Sou a favor de um novo pacto federativo, de mais poder para os municípios, até mesmo de uma separação do Brasil, com estados formando países menores, afinal, o Sul é o Meu País!
“Ah, tá, né Chico Rocha”! – Você pode estar pensando, então, vamos ao cerne…

Desde de que o sistema eletrônico de contagem de votos foi implantado em nosso Brasil varonil (?), a centralização dos resultados era feita por Estado, ou seja, o TRE-RS se incumbia da totalização dos municípios gaúchos e cada estado cuidava de seus votos.

Este ano, o TSE resolveu que todos os votos deveriam ser enviados à Brasília, que faria a contagem e disponibilizaria os resultados, do país todo.

Deu pane, os computadores do TSE não deram conta do recado e a divulgação, que em geral estava encerrada até as 20h atrasou cerca de três longas horas.

Aqui em Canela, todos os números já haviam sido transmitidos antes das 19h30min.

Agora, por que centralizaram a tarefa? Por que não seguiram o modelo que vinha dando certo?

Porque tinham que centralizar o poder, a divulgação e os louros. Não queriam dividir a tarefa e a glória com os Estados, acabaram pagando o mico sozinhos.

Acabou que os candidatos a prefeito se valeram dos boletins de urna, para, por conta própria fazer uma apuração paralela.

O boletim de urna é impresso às 17h, quando acaba a votação. É o número que vai ser enviado ao sistema na totalização dos votos. Para prefeito funciona bem, no caso de Canela eram 94 urnas, fácil somar e ver quem ganhou a eleição.

Em Gramado eram 90 urnas, assim, os prefeitos comemoram a vitória antes mesmo do resultado oficial, tanto Constantino quanto Nestor.

O resultado para vereador ficou pendurado até perto das 23h.

De positivo nesta história é a prova de que após fechada a urna, os votos são computados de acordo com cada boletim, não houve município que foi diferente.

Até agora, no início da tarde desta terça, porém, ainda não foi possível ver os votos por partido e acessar os boletins de urna no sistema do TSE. A versão Desktop segue com problemas.

Então, caro leitor, a lição que fica é: não importa a área do poder público, quando mais descentralizada a tarefa, menor a chance de atraso, erro ou incompetência e menos poder na mão de políticos ou juízes togados de Brasília.

Deveria ser assim com a receita federal, impostos, saúde, educação e por aí vai.

Mesmo assim, três horas de atraso não foi nada perto da eleição americana, né?