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A enganosa recuperação fiscal do RS e o singelo custo do Congresso Nacional

Foto: Reprodução
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Congresso Nacional custa R$ 28 milhões por dia e quem paga é você

Você já se deu conta que trabalha e trabalha para sustentar a máquina pública e as mordomias de políticos?

Eu já escrevi e reescrevi aqui neste espaço (lá vai, de novo, em caixa alta): QUANTO MENOS ESTADO MELHOR!

Vou dar um dado para você, que já havia ficado brabo com o leite condensado e o chiclete: além da Cota Parlamentar, cada deputado federal ainda tem a possibilidade de contratar até 25 assessores, com o limite de despesa de R$ 111 mil. São mais R$ 111 mil por mês, por deputado. Multiplique isso por 513, que é o número total de deputados.

A pandemia nos mostrou que menos assessores, menos viagens e menos benefícios em nada atrapalham a atividade parlamentar, seja senador, deputado federal, estadual ou até mesmo vereador.

O Congresso Nacional, que reúne Câmara e Senado, custa aos cofres públicos R$ 10,8 bilhões ao ano. O custo do legislativo brasileiro é o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O ranking foi feito pela União Interparlamentar, organização internacional que estuda os legislativos de diferentes países.

Cada um dos 513 deputados brasileiros e dos 81 senadores custa mais de US$ 7 milhões por ano (SETE MILHÕES DE DÓLARES) – seis vezes mais que um parlamentar francês, por exemplo.

Países com parlamentos muito maiores que o Brasil conseguem ter um custo bem menor por deputado. Um parlamentar alemão ou francês, por exemplo, custa seis vezes menos que um brasileiro. No Reino Unido, um parlamentar custa US$ 360 mil – mais de 20 vezes menos que um legislador brasileiro.

Alguns estudos apontam que Câmara e Senado, juntos, custam R$ 28 milhões de reais por dia.

Não estou aqui discutindo democracia. Todos os países democráticos do mundo têm em seus parlamentos a chave da representação popular.

Mas há um nítido exagero nas mordomias e penduricalhos que “vossas excelências” parlamentares possuem.

O caminho para equalizar custo e produção seria a redução de benefícios e talvez até do número de parlamentares.

Mas, como quem tem que tomar essa decisão é o próprio Congresso, está aí uma coisa que nunca veremos.

Enquanto isto, a gente segue trabalhando e pagando impostos para sustentar esta pesada e ineficiente máquina do estado, engordando a barriga e conta bancária de políticos profissionais que pensam apenas no seu bem-estar e na releição.

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A enganosa recuperação financeira do RS

O governo do Rio Grande do Sul conseguiu fechar 2020 com um déficit seis vezes menor do que o registrado em 2019.

Méritos de Eduardo Leite e sua equipe?

Se eu dissesse que não, mentiria, mas existem aí outras duas variáveis que são muito importantes nesta conta.

Primeiro, não houve reajuste nos vencimentos dos servidores.

Segundo, entre junho e setembro de 2020, a União repassou cerca de R$ 2 bilhões ao Estado, a título de socorro financeiro durante a pandemia do novo coronavírus.

Terceiro, diversos serviços estatais foram paralisados, devido a pandemia. Sem oferecer estes serviços, o governo também não teve seus custos.

Então, se você gastou menos do que vinha gastando e ainda recebeu mais do que estava previsto, por óbvio terá um bom resultado financeiro.

Teve mérito do Governador? Sim, mas nada tanto assim…

Mesmo com o quadro acima o RS gastou a bagatela de R$ 597,3 milhões a mais do que arrecadou.

Sem ajuda do Governo Federal em 2020, vem aí um período muito difícil para os gaúchos.

Um país governado pelas redes sociais

Bem-vindo ao Brasil, um país governado pelas redes sociais.

As mesmas plataformas que elegeram governo nos últimos anos, têm sido determinante para nortear atos do executivo em todas as esferas.

Se a voz do povo é a voz de Deus, a voz do Facebook é o quê?

Impostômetro

Até o fechamento desta coluna, no final da manhã de quinta (4), o brasileiro já havia pagado 292 bilhões e 360 milhões de reais em impostos.

Somente no Rio Grande de São Pedro, durante um mês de 2021, foram 16 bilhões e 814 milhões de reais.

Diante destes números, não te parece um absurdo que país e estado estejam, quebrados?

Amor ou o litrão?

Como diz o clássico popular, permeado de poesia e musicalidade: E aí, qual vai ser? Agora tu vai ter que escolher.

Depois de alguns dados, e ainda são poucos, passados nesta coluna, tá difícil de perceber que quanto menos estado, melhor?