Canela,

16 de julho de 2024

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Ministério Público dá andamento a ação criminal própria sobre Rachadinha em Canela

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Procedimento analisa se houve participação do alto escalão da Prefeitura na cobrança aos servidores comissionados, a qual é considerada ilegal da forma que foi realizada

Na última semana, o Ministério Público deu andamento a um Processo Investigativo Criminal – PIC, que tramita na comarca de Canela desde abril deste ano, ainda sobre o caso que ficou conhecido como “Rachadinha Canelense”.

Segundo a denúncia, servidores em cargo comissionado da Prefeitura de Canela teriam sido, supostamente, pressionados e ameaçados a realizarem a chamada contribuição partidária voluntária, a qual era recolhida de maneira informal, através de uma contabilidade paralela do MDB de Canela.

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Segundo a denúncia, mesmo após terem acontecidos prisões e indiciamentos pela Polícia Civil, no âmbito da Operação Cáritas, dirigentes do MDB seguiram com a cobrança da contribuição de maneira informal e através de ameaças, durante reuniões realizadas dentro e fora das dependências da Prefeitura.

O PIC, em especial, trata de uma reunião realizada na sede do MDB de Canela, o Amarelão, com a presença do alto escalão da Administração Municipal, como secretários e o próprio Prefeito de Canela. Ainda, segundo a denúncia, neste encontro, os celulares dos servidores teriam sido recolhidos, na entrada, para que não houvesse gravações ou vazamento dos assuntos tratados.

O Ministério Público chegou a ouvir alguns membros do primeiro escalão. Os vídeos das oitivas foram anexados ao procedimento que tramita na 1ª Vara Judicial da Comarca de Canela. O processo, que tramita em segredo de Justiça, agora, segue para instrução e julgamento.

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Tanto neste procedimento do MP, quanto no inquérito sobre a Rachadinha, da Operação Cáritas, o que é questionado pelas investigações não é a contribuição partidária, pois este é um procedimento legal, desde que seja voluntário. O investigado, nos dois casos, é se há a exigência da contribuição, com a ameaça de retaliações e até perda dos cargos, em casos de não pagamento, além, da maneira informação do recolhimento de valores, que não passa pelo caixa oficial do partido.

Foto: Reprodução