Canela,

17 de junho de 2024

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Ju Alano

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Juliana Alano

SOCIEDADE O CASAMENTO QUE PRECISAR FAZER DAR CERTO • Juliana Alano

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Coluna da Juliana Alano #106

Caro leitor, questões relacionadas a sociedade é uma das minhas demandas recorrentes na consultoria empresarial. Sempre digo que essa é uma decisão muito séria, por isso precisamos ter certeza de que confiamos plenamente no sócio, para que a relação não gere conflitos e não afete o negócio ou as vezes um casamento, caso a associação seja entre marido e mulher.

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A maioria das sociedades que eu conheço começaram por três motivos principais: o primeiro pela questão financeira, precisando de recursos para abrir o negócio ter um sócio que aporte capital parece uma boa ideia. E o segundo, alguém que tenha uma habilidade técnica que o outro não tenha. O terceiro dar ocupação para algum familiar na empresa.

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No entanto algumas questões dessa parceria são deixadas de lado na hora da empolgação, como por exemplo, ter que dividir os lucros (o que reduzirá os seus ganhos), correr o risco de ter atritos e divergências na administração, ter que desfazer a sociedade e encerrar o negócio e dificuldade de entrar em consenso e acabar atrasando o processo pela demora na tomada de decisões.

Para que uma sociedade tenha sucesso ela deveria ser encarada como um casamento, precisa haver cumplicidade, transparência, confiança, respeito, admiração, carinho, empatia e saber como serão as regras do “jogo”, essas são definidas no início e não no meio do caminho. O passo inicial é a discussão de como será o funcionamento, como serão as divisões de lucros, quanto e como serão as retiradas de prolabore, como serão feitas as tomadas de decisão, quais os papéis que cada um desempenhará, para não gerar sentimento que um trabalha mais que o outro, definir os investimentos futuros na empresa, pois as vezes um quer investir em pessoa física e o outro na jurídica, como milhares de outras situações.

Quando se trata de sociedade entre marido e mulher a conversa tem que ser ainda maior, pois a tendência é que se leve os problemas para casa, muitas vezes deixando o lado pessoal desassistido e vivendo a empresa 24 horas o que de fato é cansativo, desgastante e chato.

Além disso, não esqueça de formalizar as regras do jogo, pois além do contrato social necessário para a legalização da empresa, é importante um documento a parte para deixar tudo bem esclarecido, no caso de uma possível ruptura os efeitos colaterais serão menores e o negócio ficará preservado.

Já dizia Thomas Watson, ex-CEO da IBM “Para ser BEM-SUCEDIDO, você tem que ter o seu coração em seu negócio, e o seu negócio em seu coração.”