Canela,

29 de fevereiro de 2024

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Chico

360 GRAUS

Francisco Rocha

Coluna 360 Graus — Entenda os cancelamentos do aniversário de Canela e do Réveillon

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Após a polêmica envolvendo o espetáculo Vida, que com a implicação do produtor Elias da Rosa na 10ª fase da Operação Cáritas, ficou alguns dias sem ser apresentado e deixou uma lacuna na programação do Sonho de Natal, a Prefeitura de Canela de Canela anunciou o cancelamento da programação do Aniversário de Canela e do Réveillon.
O aniversário de Canela, em 28 de dezembro, teria um show com Os Fagundes e a inauguração das luzes da fachada da Prefeitura, que em algumas ocasiões, o prefeito Constantino Orsolin anunciou que seria um novo atrativo turístico da cidade.
Já o Réveillon teria o show de uma banda, show de luzes e queima de fogos.
Após a 10ª fase, em 14 de dezembro, a programação foi cancelada. Os contratos ainda não estavam assinados e a Prefeitura optou por manter apenas os fogos de artifício nas duas datas.
O detalhe que levou ao cancelamento, porém, todavia e entretanto, não foi tornado público: até agora: um dos produtores culturais investigados na Cáritas estava intermediando a contratação das bandas.

Os projetores do Sonho nunca foram do Sonho


Analisando o Inquérito Policial da 10ª fase foi possível entender que a estrutura de controle do Poder Público Canelense, ou dorme em berço esplêndido, ou jaz no sono da morte.
O espetáculo Vida, um dos dois com projeção mapeada na Catedral, pertence à empresa de Elias da Rosa. Para executá-lo, foi necessária a aquisição de três projetores de última geração. Anúncio este, feito pelo então secretário de Turismo, Angelo Sanches na metade de 2022, que com recursos da iniciativa privada, isso foi viabilizado e que tal espetáculo seria o grande diferencial do Sonho de Natal daquele ano.
Assim, um contrato feito entre a empresa de Elias e o Sicredi viabilizou a compra dos projetores, no valor de R$ 280 mil, patrocínio direto e os projetores ficaram na propriedade da empresa privada.
A contrapartida foi a inserção da marca da cooperativa nas apresentações do espetáculo Vida até o final de 2024.
Assim, o equipamento que deveria ser doado/patrocinado para o Sonho de Natal, ou para a Prefeitura, foi parar no colo de uma empresa privada, uma sociedade entre Elias e Angelo, que executa o espetáculo da Catedral.
Elias era diretor do Sonho de Natal, recebendo dinheiro público para executar sua função. Angelo era secretário de Turismo, também recebendo dinheiro público para executar sua função. Ah, e usando como se fossem seus os equipamentos que deveriam ser públicos.
Mas, assim como no caso da reforma do Teatrão, que foi feita, realmente, toda com dinheiro da iniciativa privada, nenhum destes valores passou pelas contas da Prefeitura e não sofreram nenhum tipo de controle. Ainda, a empresa também atuou na Páscoa.
A confusão é tão grande entre público e privado, que fica até difícil entender, dado o tamanho do rolo.
Como então, os órgãos de controle da Administração Pública não viram tamanhas irregularidades? Como a Câmara permaneceu quieta? Já que doações devem, pela lei, passar pela Casa Legislativa?
O caos administrativo impera em Canela.
Mas, em tempo, a Polícia Civil de Canela atua junto ao Ministério Público para viabilizar que os projetores sejam repassados ao Município, de quem sempre deveriam ser, através da Justiça.

A farra da Câmara de Vereadores continua


Enquanto o bicho pega na cidade, o principal órgão de fiscalização do Município brinca que não sabe o que acontece, ou esquece que há pouco tempo esteve envolvida numa das principais polêmicas da cidade.
Lembra um trecho da épica poesia de Jayme Caetano, Bochincho:

Naquela barbaridade
De chinaredo fugindo
De grito e bala zunindo
O gaiteiro alheio a tudo
Tocava um xotes clinudo
Já quase meio dormindo!

Angelo Sanches, Camila Pavanatti e Elias da Rosa mantinham grupo no WhatsApp onde geriam os negócios que faziam juntos