Canela,

29 de fevereiro de 2024

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Chico

360 GRAUS

Francisco Rocha

Coluna 360 Graus — Já estamos em 2024?

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Ano Eleitoral começou mais cedo em Canela

Confesso que em 20 anos atuando diretamente no colunismo político, nunca vi um ano eleitoral começar tão cedo.
Não são poucas as articulações que acontecem nos bastidores, entre os dirigentes partidários. Mais que isso, a comunidade já fala em candidatos que poderiam ser bons prefeitos para 2025.
Aí está a loucura, o fator fora da curva: 2025. Dois anos antes, o canelense se preocupa em quem governará a cidade.
Isso significa que o Governo Constantino já terminou? Não, absolutamente, mas seu desafio será dobrado. Dos 80% de aprovação em 2020 ao inferno político em dois anos, Orsolin terá o desafio de recuperar a credibilidade de sua gestão e ainda preparar um sucessor.
O fenômeno que estamos presenciando já foi detectado pelo próprio Prefeito, quando em entrevista a este colunista, pelo Portal da Folha, disse que, por não ser candidato, qualquer um acredita que pode faturar a eleição.
Haverá, claro, o fator Constantino. O candidato que for abraçado pelo Prefeito pode buscar a transferência destes votos, mas carregará, também, a rejeição natural de dois mandatos e os olhares negativos deixados pelas denúncias de corrupção.
Nas fileiras emedebistas canelenses, figuram nomes como Marcelo Savi, Luciano Melo e até mesmo o atual presidente da Câmara, Jefferson Oliveira.

E Gilberto Cezar?
O atual vice-prefeito é um dos candidatos naturais para a cadeira de prefeito, mas, e sempre há uma vírgula, Gilberto quer ser prefeito?
E se quiser, topará uma coligação para facilitar a vitória? Se topar a coligação, terá uma relação melhor com seu vice de outro partido que, segundo suas próprias colocações, não lhe foram oportunizadas pelo MDB?

A volta do PP?
O PP, há algum tempo, planeja sua volta por cima. São diversas possibilidades dentro do partido que é dividido entre os apoiadores do ex-prefeito Cléo Port e do ex-presidente Erni Schaffer. Há, ainda, a turma da coluna do meio, que acredita que o partido deva buscar um novo nome.
Poderia ser este novo nome buscado em outro partido, poderia o PP ser vice de Gilberto e, creiam, até mesmo vice de um nome do MDB. Ou seja, Constantino está certo, há várias pessoas de olho na sua cadeira.

E o PDT?
O PDT seguirá sua sina de colocar um candidato apenas para reforçar a sua bancada na Câmara?
Continuará acreditando que ainda é grande e pode ganhar sozinho uma eleição, ou calçará as sandálias da humildade e se colocará num papel coadjuvante, que é o que ocupa há alguns anos?

Os próximos meses vão responder estas perguntas
A partir das próximas semanas e durante os próximos meses, essas perguntas serão respondidas pelos políticos de cada partido com suas posições, dentro e fora dos cargos que ocupam.
A grande decisão, e a mais urgente, deve partir do PSDB, que é a de abandonar o Governo se quiser bancar uma postura independente em 2024.
Veremos (e oremos)…

Jefferson quer moralizar o regimento da Câmara

Incomodado com a situação política do País e com a pressão que os vereadores sofreram no caso Alberi, sem poder agir além do Regimento Interno, agora como presidente, o vereador Jefferson Oliveira (MDB) quer propor atualizações nas regras da casa para que situações de ética e de comportamento tenham previsão legal que sejam mais ágeis e concretas.
É um baita desafio, em um Município que o Legislativo é puxadinho da Prefeitura, haja visto um vereador que sofreu processo de cassação no ano anterior estar integrando a mesa diretora por falta de titulares que pudessem assumir esta tarefa.
Jefferson tem boa vontade… daí a seus pares terem, também, boa vontade e liberação dos partidos para votarem, tem muita diferença.
De qualquer forma, desejo boa sorte ao novo presidente da Câmara, pois a sua codução da “casa do povo” pode fazer muita diferença no impacto das políticas públicas na vida do canelense.
Ele será presidente por dois anos, ou seja, em pleno ano eleitoral e terá pela frente todas as novas reformas propostas para serem colocadas em discussão na Câmara.
É um baita desafio, mas, ao mesmo tempo, uma grande experiência política.