Canela,

22 de fevereiro de 2024

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Olivas de Gramado comemora o crescimento de 100% da sua colheita de azeitonas

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Foto: Sérgio Azevedo.

O Parque Olivas de Gramado encerra na próxima quinta-feira, 23 de março, a Colheita da Safra 2023. Desde segunda-feira, dia 13, o trabalho tem sido intenso, sendo a colheita das azeitonas realizada de forma manual em meio aos olivais do empreendimento de 153 hectares.

A produção deste ano deve atingir o montante significativo de aproximadamente dez toneladas de azeitonas, volume que  poderá representar um crescimento de até 100%  em relação à safra anterior, onde foram colhidas  em torno de cinco toneladas dos pequenos frutos, responsáveis por fornecer o azeite de oliva extravirgem.

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Localizado em Linha Nova, no interior do município de Gramado, o parque cultiva cerca de 12.300 oliveiras de seis variedades do fruto: Arbequina, Picual, Frantoio, Koroneik, Ascolana e Manzanilla.

As plantações das azeitonas de origem grega, espanhola e italiana, estão distribuídas em 29 hectares de área de plantio. As árvores têm idades variadas, sendo as mais antigas com até oito anos, e as mais recentes com quatro anos. “A quantidade e a qualidade dos frutos colhidos em nosso olival neste ano são significativas para nós, pequenos olivicultores, provando que muito em breve a produtividade de kg/hectares aumentará gradativamente, quando as oliveiras atingirão a sua plenitude, gerando frutos de altíssima qualidade, responsáveis por gerar azeites de oliva extravirgem de qualidade superior”, avalia o azeitólogo, André Bertolucci, sócio do empreendimento, juntamente com seu pai, Pedro, o irmão, Daniel e a irmã, Paula.

Inaugurado em 2018, o Olivas de Gramado realizou a sua terceira colheita e planeja produzir um azeite de oliva extravirgem -um blend de campo multivarietal-, frutado verde, com picância e amargor acentuados, com notas de amêndoas verdes, alcachofra, tomate e folhas verdes, entre elas, a rúcula.

“Será certamente um azeite de oliva extravirgem Premium, de concurso, infinitamente superior aos ditos ‘extravirgem’ que encontramos hoje no mercado nacional. Vamos produzir novamente um azeite prá gringo ver, provar e se apaixonar”, sintetiza Bertolucci.

O azeitólogo coordena a colheita que está sendo realizada por equipe especializada em olivicultura, de forma manual, com critérios rígidos de seleção, utilizando somente os melhores frutos, fator primordial para a preservação das características sensoriais e organolépticas do azeite de oliva extravirgem que será produzido, observando cuidadosamente a curva de maturação de cada setor de plantio.

O processamento das azeitonas ocorre no término de cada dia de colheita para evitar a oxidação dos frutos, preservando os antioxidantes naturais e toda saudabilidade do azeite de oliva produzido.

A colheita abriu a programação em comemoração ao aniversário do parque, que em 11 de dezembro completa cinco anos em atividade. A cada mês, o Olivas de Gramado promoverá uma ação alusiva à data, trazendo uma série de inovações e novas atrações como forma de presentear os visitantes do parque.

“Os azeites de oliva extravirgem brasileiros estão entre os melhores do mundo”, diz azeitólogo

A safra de 2021, foi a primeira do empreendimento voltado a olivicultura e ao olivoturismo, resultando na produção de Terroir Serrano, azeite de oliva extravirgem do Olivas que alcançou reconhecimento internacional.

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O renomado catálogo Flos Olei, de Milão (Itália), classificou o Terroir Serrano de 2021 como um dos 200 melhores azeites de oliva extravirgem do planeta. O azeitólogo, André Bertolucci destaca a qualidade dos azeites produzidos no país.

“Os azeites de oliva extravirgem brasileiros estão entre os melhores do mundo, fazendo frente com os clássicos portugueses, espanhóis, gregos e italianos. A qualidade dos frutos, o nosso terroir, os modernos equipamentos de extração, além de muita pesquisa e estudo realizados pelo setor oleicola nacional, colocou o Brasil no mapa do azeite, em apenas 15 anos após a retomada da olivicultura no país –  o que é extremamente gratificante para todos produtores brasileiros – que acreditaram que era possível fazer azeites de oliva extravirgem Premium em nosso país, e que tiveram ousadia para investir forte na implantação dos olivais e na estruturação dos lagares”, ressalta Bertolucci.