Canela,

2 de março de 2024

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Leo de Abreu

VIRE O MATE

Leo de Abreu

VIRE O MATE – Das coisas que perdi

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Um pé de espora solteira
Com um pelo ainda abraçado
Sem cantar se empoerou
Num preguinho pendurado

Até uns retrato que tinha
De um torazo abrindo cova
Se foi pelo fundo da bolsa
Numa muda pra vida nova

Um tal amor já gasto
De tanta coisa que extraviei
Eu mal contesto a falta
Pois se perdi eu não ganhei

Quinquilharia e tarecama
Falta só me faz se lembro
Por motivo de alguma saudade
Ou num preparar pra setembro

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Aba larga furado na copa
Anedota pra muita gente
Quando dos furo eu contava a história
Sempre era uma diferente

Ah o lenço colorado
Foi adereço e foi bandeira
Quanto perfume ele roubou
E se sumiu numa domingueira

Quinquilharia e tarecama
Das coisas que eu perdi
Mas se então comigo estivessem
Talvez eu nem cantasse aqui!