Canela,

17 de julho de 2024

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Leo de Abreu

VIRE O MATE

Leo de Abreu

VIRE O MATE – Mesmo canto

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E a coplita que hoje assovio
Que minha volta do campo agradou
É a mesma que de outro homem
Um dia esse som cantou

Talvez fosse outro campeiro
Que encruou da lida melodia
E assim desprendeu em notas
O que na própria alma sentia

Ou numa hora sem patrão
Teve aquilo pra contar
Entoando então por livre
O que já não pode guardar

Conta de um rio
Uma graça
Até de uma garça que se espelha no voar
Imita o vento uma copla antiga
Qual voz daqueles que já não podem cantar

Porque não há doma num verso
O sentir não se comanda
É pertencer ao momento que cria
Ou cantar de novo o que vida emana

Ressoando ao nosso jeito
Se apodera a nossa vontade
O que de alguém foi conto de vida
Ilustra por vezes a comum verdade

Pois reconhece um ao seu
No caminho de quem fez
Que a mais simples da cantiga
A todos tem a sua vez

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São Borja, Semana Santa de 2023. Foi essa nossa contribuição para o 50° Festival da Barranca

“Tu publica, não tem medo que te copiem?”
Eu não, tem tanta coisa melhor.