Canela,

14 de julho de 2024

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Histórias Incríveis, dona do Mega Domo, é acionada na Justiça por dívidas com prestadores de serviço

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A empresa Histórias Incríveis, responsável pela concepção e realização da atração Mega Domo, que foi uma das novidades do turismo de Natal de Canela e Gramado em 2022 foi acionada judicialmente por conta de dívidas com prestadores de serviços.

Um dos processos judiciais que a empresa enfrenta no momento é referente a empresa que terceirizou o serviço de bilheteria, controle de acesso e apoio, camareiras e contrarregra. Só por essa empresa, 64 pessoas prestaram serviços entre 28 de outubro de 2022 e 08 de janeiro de 2023

A cobrança cobra no processo o valor de R$137.891, referente a pagamentos atrasados pelos serviços prestados no mês de dezembro de 2022 e R$44.447,50, referente a pagamentos do mês de janeiro de 2023. Os advogados de defesa entraram nesta segunda-feira (17) com o pedido de bloqueio de bens.

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Em informação apurada pelo Acontece Gramado, parte do elenco e profissionais de outros setores do Mega Domo também estão com pagamentos atrasados e também tentam receber esses valores.

A empresa Histórias Incríveis emitiu uma nota sobre a situação. Confira:

O Mega Domo, com o espetáculo Viagem de Natal, nesta primeira temporada em 2022, atingiu um excelente resultado de satisfação do público e provou que é possível inovar no entretenimento imersivo e nas atrações natalinas, trazendo para a Serra Gaúcha, pela primeira vez, um evento disruptivo e de alto impacto nacional. No entanto, em meio à Copa do Mundo e tumultuadas eleições presidenciais, e de um desequilíbrio de oferta e demanda pós-pandemia, a Serra Gaúcha, como um todo, sofreu uma forte queda de freqüência que atingiu inúmeros empreendimentos turísticos e de entretenimento, como hotéis, restaurantes, parques e outros espetáculos. Infelizmente, com o Mega Domo, não foi diferente e também sofremos as conseqüências. Não atingimos todos os resultados financeiros esperados para a primeira temporada e, com todos os investimentos que fizemos, estamos enfrentando, como muitos outros empreendedores, dificuldades momentâneas. Contudo, nosso projeto é de longo prazo e uma nova rodada de investimentos está sendo captada, tanto para cobrir débitos pendentes com alguns fornecedores, como para promover uma próxima temporada, outros produtos imersivos e novas parcerias. Estamos confiantes na qualidade inegável do nosso projeto, fruto do esforço conjunto de toda uma cadeia de empresas e pessoas que torcem pelo seu sucesso, que beneficia muito toda a comunidade da Serra“.

O Mega Domo não será desmontado até 21 de abril

Uma decisão judicial, da 4ª Câmara Cível de Porto Alegre, suspendeu esta semana a decisão judicial que ordenava a desmontagem do Mega Domo em Canela.

Na decisão anterior, de 21 de março, a Justiça havia aceitado pedido do Ministério Público que entrou com ação civil pública pedindo a desmontagem. O prazo para a desmontagem era de 30 dias (vencendo em 21 de abril)

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Na ação de março, o promotor de Justiça Max Guazzelli, justificou a ação porque a edificação da estrutura foi realizada em área de aterro, parte sobre área de preservação permanente (APP), sem licenciamento ambiental e com ausência de soluções viárias de mobilidade urbana, sem previsibilidade de retirada das instalações do local (toldo), não havendo informação do Município de Canela de exigir a recomposição da APP aterrada. Além disso, a EGR liberou o espaço, em plena faixa de domínio, sem qualquer solução viária.

Na decisão de março, a Justiça de Canela citou o hotel Sky, proprietário do terreno onde o Domo foi erguido, a empresa Histórias Incríveis, responsável pela atração em Canela, e a EGR.

Na nova decisão, do dia 13 de abril, foi aceito recurso da defesa do Hotel Sky. O desembargador Francesco Conti destacou em sua decisão que a rede de hotéis que locou o terreno para a empresa Histórias Incríveis apresentou todos os alvarás e autorizações ambientais. Também destaca que não há indicação concreta de dano em curso com a permanência do Domo no terreno.

Foto: Renan Sandi/Divulgação