Canela,

16 de abril de 2024

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Fê Brandão

EU VEJO VOCÊ

Fernanda Rosa Brandão

EU VEJO VOCÊ – Como incluir e ampliar a cultura de paz nas escolas?

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Hoje quero trazer este assunto, que tem me deixado com o coração apertado e também refletido sobre o que posso fazer, como agir e se estou tomando as decisões certas. Tenho duas filhas, com idade de 16 e 12 anos e em escolas diferentes, ou seja, desafiador saber como agir em duas realidades bem distintas.

Falo isso, pois quem orienta e levanta uma escola é seu gestor. Ele tem o poder de levar para o mais e também levar para o menos toda a equipe a qual coordena. É preciso olhar para todos os membros da escola, fazendo com que todos se sintam parte ativa deste ambiente, pois todos são líderes de pequenos grupos e tem grande poder de influenciar e iluminar de diferentes formas.

Vamos ao assunto: Como incluir e ampliar a Cultura de Paz nas escolas?

Como já sei, que a educação vem de casa e também a maioria de nossos exemplos e vivências acontece no sistema familiar, começo aqui falando que sem julgamentos e críticas aos pais e famílias, é preciso fazer a minha parte, na minha sala de aula e aonde minhas mãos e voz alcançam.

Posso fazer atividades e dinâmicas de conversas, onde cada um expõe como se sente, quando algo fora do normal acontece. Falar e ter quem nos ouça é um privilégio e também curador, pois muitas vezes só precisamos que alguém nos escute com atenção e cuidado.

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As crianças e jovens estão perdidos, não sabem qual direção seguir, devido as expectativas e projeções que nós pais e professores depositamos neles. Nosso papel é acolher e conversar, instruir dentro dos muros da escola. E estes muros precisam ser substituídos por pontes, onde família e escola se tornam grandes incentivadores destas crianças que tem um futuro pela frente.

A cultura de paz precisa ser incluída também nas rodas de professores e gestores, onde todos tem que estar ciente que se não vivenciarem o que falam, nada vai mudar. Vivemos num mundo de energia e tudo que se passa a nossa volta, o que penso, o que falo, é sentido por todos.

Um exemplo sobre a ressonância e energia: quando falamos, o aluno “tal” é terrível, ele é o pior da turma, ele bagunça toda a sala de aula, ele não presta atenção e não se concentra, também com os pais que tem…(exemplo recorrente nas escolas).

O “tal” aluno fica preso nestes julgamentos e não consegue agir diferente, pois foi rotulado, foi carimbado e o que resta é continuar repetindo seus comportamentos. O que quero chamar atenção aqui é o julgamento em relação a este aluno e sua família, isto só afasta este aluno cada vez mais da escola.

Quando falo em substituir muros por pontes entre família e escola, é porque a criança ama incondicionalmente sua família e se precisar escolher, sempre vai ficar com os pais, independente de como seja sua família.

Então é preciso aproximar e acolher alunos, família e escola para que se tenha uma caminhada leve para todos, a paz e harmonia com certeza vai permanecer no ambiente escolar, assim irradiando a todos os envolvidos neste sistema. E não esqueça: “EU VEJO VOCÊ.”