Canela,

16 de junho de 2024

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Leo de Abreu

VIRE O MATE

Leo de Abreu

VIRE O MATE – OUTRO VERSO: SINA ENCARDIDA

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Sina Encardida – (Tão logo disponível em áudio pela voz do grande artista da nossa cidade, o Daniel Almeida)

O tempo tá raro
Nem tenho cavalo
Mas tenho que ir

A coisa tá escassa
Coe pucha desgraça
Mas bamo seguir

A cerca não ataca
O azar é da vaca 
Que ainda da sopa

Se ninguém tem bandeira
Tchau pra ti porteira
Ainda nós se topa

Ala maula bagaceira
Firma a encimera
Que isso derruba

Tá pego no mundo
Quem anda por conta
E pra ninguém ajuda

Veja bem o lascado
Sem ninguém do lado
Todo mundo sumiu?

Isso é aviso do mundo
O malacara segundo
Queima até o pavio

Se eu pudesse escrever
Tudo o que penso
Que verso bem loco

Cada gole que desce
A mente enaltece
De tudo meio um pouco

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Tem até melodia
Brabo é outro dia
Ainda lembrar

Ou entender a letra
Na linha sotreta
Hora pra inspirar

Vai me ensinando
E vou aprendendo
A fase amarga

Não me aperto com pilcha
Pra mim da remendo
Se ainda for larga

Não me cuspe o retrato
Não sou dos ingrato
Que tudo renega

Se sou o que digo
Escrevo pelo que brigo
Não me cobrem entrega

Mas que amontoado
Duns renegado
Acordes marotos

Como quem corcoveia
Vai o trago pras veia
Toco mais um pouco

Que nem passarinho
Por um carinho
Canto por tá preso

Mas que culpa tem a vida
Se é a sina encardida
E nela me vejo!