Canela,

12 de abril de 2024

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Em 24 horas de evento, Casa Onã realiza homenagem a Ogum

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A Casa Onã realizou a ronda do Pai Ogum durante 24h de sábado (22) para domingo (23), com o intuito de homenageá-lo. O acesso a Casa foi aberto à comunidade durante todo o período de ronda, com acesso ao altar, chamado de Congá, para que as pessoas pudessem fazer seus agradecimentos, pedidos, homenagens e, também, estar junto ao Santo para receber o axé desse grande guerreiro.

Na sequência da ronda foi realizada a carreata, às 16h do dia 23, carregando o Santo para abençoar a cidade de Canela, no qual mais de 50 carros participaram. O trajeto teve início em frente à Catedral de Pedra, passou pelo Parque do Lago e finalizou na sede da Onã, onde uma sessão de umbanda foi realizada, com a presença de mais de 100 pessoas.

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O Sincretismo

Religiões de matriz africana chegaram ao Brasil através de povos africanos escravizados, quando a religião predominante no país era o Catolicismo. Ao chegarem no Brasil, os povos de origem africana, dentre tantas privações, foram impedidos de cultuar a sua fé, sendo catequizados e obrigados a seguir a doutrina cristã.

Religiões trazidas com os povos negros foram demonizadas e eram consideradas pagãs, sendo reprimidas pelos senhores de escravos, assim, os negros passaram a cultuar suas divindades e costumes religiosos secretamente.

Para conseguir praticar sua religião, passaram a identificar seus deuses com os santos da religião católica e a esconder o Ocutá – pedra sagrada que representa o Orixá – dentro das imagens dos santos. Por exemplo, quando rezavam para Santa Bárbara, estavam cultuando Iansã, quando se dirigiam à Nossa Senhora, estavam falando com Iemanjá, e quando rezavam para São Jorge, estavam se referindo a Ogum. Esse processo se denomina sincretismo religioso.