Canela,

17 de junho de 2024

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Leo de Abreu

VIRE O MATE

Leo de Abreu

VIRE O MATE – Voltando ao resumo

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Uma casa que funciona como uma porta aberta para a cultura Rio Grandense deve contar sobre o gaúcho!

Mas o que é o gaúcho?

Poderia ser o gaúcho aquele quem primeiro tomou um mate? Se sim, então seria o gaúcho um índio minuano, charrua entre outros… seria quem peleou em revoltas e revoluções? Quais? Tantas foram as guerras neste estado, por ideiais maiores ou por fazer fronteira, que o instinto de pelear parece nascer vivo com cada um daqui. Se pintar o gaúcho como quem mora num campo, plantando, criando gado e o seu cavalo crioulo, nos limitaríamos tal qual as antigas cercas de pedra das estâncias da pampa. A indumentária que contempla a bombacha do homem do Sul, muda de jeito a cada raio de poucos quilômetros. O chapéu e a boina… botas e alpargatas… as vezes faz parecer que somos nós daqui um mundo dentro do mundo na ponta sul do nosso país. Tamanha diferença de costumes… como contar para quem vem de fora que somos diretamente o fruto de influencias de tantas nacionalidades de imigrantes também? Sim, italianos, portugueses, alemães e de muitos lados da áfrica também se fizeram daqui e tiveram suas culturas natais abraçadas trazendo cores, risos e novas notas pra tantas canções. Somos um povo diferente a cada trecho de rua, cidade e porteira, mas somos iguais quando se trata de dizer: somos gaúchos. Uma mescla cultural indígena, branca, preta… que é do campo e é da cidade, é xucra e igual mansa. Somos Rio Grande

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Pra quem vem de fora, que não se atucane! Do Rio Uruguai pra cá, tudo é Brasil. Tudo é nosso.

Se for contar cada naco de história, de cada rusga, lida e cozarada… vamos adentrar dias inteiros…

Esse texto foi quase uma carta, a um amigo que pediu tal resumo e hoje reparto aqui.

Mas aquilo, se pedirem pra cinco falarem sobre, teríamos quatro outras histórias.