Canela,

22 de fevereiro de 2024

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Fê Brandão

EU VEJO VOCÊ

Fernanda Rosa Brandão

EU VEJO VOCÊ – Não é milagre. É amor e acolhimento

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Sábado tivemos o primeiro Chá com SuperAção para educadoras. É um momento de cuidar e olhar para a mulher que existe antes da educadora e também para aprender e trocar experiências sobre a prática da Pedagogia Sistêmica na sala de aula.

Sabemos que a mudança, a postura e a prática na vida pessoal vem antes de refletir no ambiente escolar, porque é preciso primeiro experimentar e não ter expectativa nos resultados.

Eu faço com o coração e sem intenção e desta forma é claro que o resultado positivo vai chegar. A amorosidade e o olhar amplo para saber o que se passa ao redor e também tratar cada aluno com respeito, sentir o que se passa e no lugar de apenas a professora fazer aquilo que está ao seu alcance.

Crianças do berçário que choravam muito, quando os pais deixavam na escola e a professora mudou sua postura, começou a ter em seu coração cada pai e mãe de aluno e ver eles juntos a seus filhos sempre. Sem julgamentos e críticas aos pais, apenas sabendo que cada um tem os pais perfeitos e recebe a força deles quando precisam.

Crianças com diagnósticos que se desenvolvem de forma adequada, quando a professora assume a postura de não excluir e sim ver que tem capacidade e sugerir que participe das aulas. Quando se substitui a pena por admiração, a criança recebe força e coragem.

Crianças que em sete meses de aula não tinha aprendido a ler, e quando a professora inclui uma postura de ver a criança, de ver que ela dá conta, esta criança em um mês começa a ler e não para mais.

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Crianças que não querem ficar na sala de aula, está impaciente e após uma conversa olho no olho com a professora, esta criança participa de tudo e quer ajudar sempre a professora.

Aluno que vivia brigando e tumultuando a sala de aula e quando a professora conversa e diz eu vejo você, eu olho pra onde você olha, o seu coração tem um lugar no meu coração, ele muda totalmente a sua postura.

A criança sempre está com olhar fixo para sua família, sente o que se passa e sua intenção é salvar, é proteger, porém é pesado demais pra ela. Então ela não se concentra, chora, não quer ficar, não aprende, porque a sua atenção não está na escola e sim em sua casa.

E quando a educadora inclui seus pais, faz dinâmicas e atividades que tragam a família pra perto dela, parece que o caminho vai se abrindo e as coisas começam a se desenvolver.

É preciso estar disposta a incluir os sistemas em todas as matérias do currículo e isto é possível e fácil. O sistema familiar é a base e as raízes desta criança, por isso a importância de trabalhar e trazer diariamente a ordem e o pertencimento para a escola.

Não é milagre e sim uma postura amorosa que vê e que acolhe a criança, inclui e entende que ela é capaz e dá conta de ser como é, de ter os pais que tem e se desenvolver de forma contínua.

O primeiro passo é contigo educadora. E não esqueça: “EU VEJO VOCÊ.”