Canela,

17 de junho de 2024

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Leo de Abreu

VIRE O MATE

Leo de Abreu

VIRE O MATE – Serviço não gratuito!

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Existe uma frase que roda o mundo que conta o quanto é muito mais fácil um cliente virar teu amigo que um amigo virar teu cliente. Acredito que em todo ramo de negócio seja assim. Nem tanto por misturar profissões e a parte pessoal, mas como é difícil ver uma amizade pagar o preço que vale o serviço sem pechincha alguma. Penso sempre que deveria ser o contrário, pagar sempre o valor do mercado por uma questão de prestigio, mas né…

Escrevendo agora como alguém inserido no mercado cultural da nossa região, a arte tem disso também. Trabalhar com entretenimento pela música, pela dança é algo extremamente gratificante. Fizemos sempre sorrindo (semblante pode enganar, mas sempre sorrindo com a alma) porque a energia que é preciso passar, sempre é a da alegria. Indiferente a mensagem a ser passada, é preciso que quem faça a arte faça de bom coração.

É de se entender que muitos confundam isso com “não trabalhar”. Ora, viver de festa, quem pode viver assim? Por que não arruma um trabalho de verdade? Por que não vai estudar? Mas fazer em nível profissional e de excelência, quem maldiz nunca terá capacidade de fazer. È preciso anos de estudo pra se viver da própria arte. E não estou falando de fama, me refiro só a sobreviver mesmo, em ter um salário digno. Treino, ensaio e vocação não são arquivos para tecnologia alguma, só o tempo acessa o preparo. Nada substitui o suor e o empenho humano em praticar até ter algo de bonito a oferecer.

Ainda não falei sobre cultura gaúcha nessa coluna essa semana, mas vamos lá. Se da arte de uma maneira geral a coisa não é fácil como se imagina… imagina a fatia desse bolo que sobra pra cultura regional!

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O regional, começa na nossa cidade, sempre! Começa dentro da nossa casa, círculo social, bairro… somos todos um naco da cena de cultura. Vou contar uma, de tranquilo não tem nada, toda santa oportunidade é uma guerra. Seja setor privado ou público.

Sabe o que é em Canela um baita palco para nós, peleadores da cultura? FESTA COLONIAL.

Muita dança, musicas de todo tipo, um palco gigante pra gente tocar e nos apresentarmos para nossos amigos e familiares… uma grande festa! Só esqueceram de pagar a tal festa ano passado AINDA. Agora o poder público brinca com toda a classe que tirou do seu tempo e forneceu entretenimento para toda cidade e visitantes. Uma verba que foi trancada por investigação vai fazer aniversário nos próximos meses, e sabe qual resposta dão para nós cobradores dessa dívida? Lotes de mentiras e informações desencontradas. Tentam despistar a todos com promessas de prazos e prazos. Vereadores e figurões inflaram o peito pra contar que ajudam e morrem na praia com seus discursos. Não é nenhuma fortuna, nada que vá mudar pra sempre a vida de quem trabalhou pelo cachê (bem fraco de tudo, diga-se de passagem) mas poxa, é devido e o descaso que nos é dado é digno de ganhar veículos maiores de imprensa pois a paciência se esgota a cada dia passado. Estamos em um novo ano, ano véspera de eleição, quem vão contratar esse ano? Ouvi rumores que vem gente de fora pra palco… vão errar o pulo! Também ouvi que nosso chefe maior da cidade sabe de nada… aiai.

Mato sem cachorro, terrinha sem patrão…