Canela,

18 de abril de 2024

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Leo de Abreu

VIRE O MATE

Leo de Abreu

VIRE O MATE – A quem copiaremos?

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Em uma reportagem da RBS TV essa semana onde apareceu sobre um evento em que grandes nomes da nossa música, diversos artistas, se juntaram em uma causa nobre, me veio um dilema que certamente é causa da desunião de muitos dos nossos tradicionalistas: quem vamos copiar?

Quando digo copiar, é também sobre se inspirar, reproduzir… quando por muitas gerações isto é feito, chamamos de tradição. Caso da nossa. Mas quem devemos reproduzir nossas pilchas, jeitos e “tradições”?

Meu questionamento se deu muito ao ver, em um mesmo foco de câmera, tantos gaúchos que  são referência na mídia com diferentes portes de lenço, chapéus e boinas, desenhos de camisa ou até camisetas…

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“-Devemos seguir o gaúcho original!” Então seria o índio. Se for depois, seria o chiripa dos andejos. Pouco depois, roupas da Europa dos que vieram, repovoaram e se mesclaram a nós. Se for sobre o homem do campo, que etnia? E só o campo? Não contar nada sobre o que se passava na cidade seria erro gravíssimo. É claro que existem mil jeitos e nossa cultura abraça e une a todas na sua origem e sempre são lembradas e celebradas em diferentes festividades, questiono apenas a quem seguir.

Não acho, e nem de fato é, que a pilcha dos anos 70, 80 ou 90 sejam de todo reproduzidas hoje em CTG’s e bailes. Admitimos a modernização e fases de época para a nossa indumentária ainda que inconscientemente na cabeça dos mais rígidos com seus padrões.

Sempre são mil caminhos que nos levam ao mesmo Rio Grande. A momentos e realidades diferentes de cada região. Fato. E imaginar a pilcha de um todo diferente num posto num fim de mundo ou revisando gado sempre vai ser um tanto cômico, tanto quanto alguma veste já em desuso em salões e palcos. Só é preciso entender a realidade alheia, e se abraçar a algo.

Enquanto estivermos peleando do mesmo lado da trincheira, então que possamos seguir assim!