Canela,

16 de abril de 2024

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Leo de Abreu

VIRE O MATE

Leo de Abreu

VIRE O MATE – Cultura: quem faz e quem fala?

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Há sempre quem diga, e há sempre quem faça. Tem também quem fala e faz, o que tem sido raro. Sobre o que tô contando? Agora já sobre cultura. Qualquer área dela dentro do nosso município. Tem sido poucos aqueles que tem feito algo, mas o direito a falar, este pertence a todo e qualquer cidadão da nossa cidade e visitantes também. Então seja lá quem queira peitar e fazer, sempre bom lembrar o quanto falado será.

Tem acontecido reuniões setoriais pra finalmente Canela ter um Plano de Cultura que norteará o setor pelos próximos dez anos. Dez anos de pensamentos pra frente. Dez anos na folhinha, na regra. Vai vir prefeito e vai sair. Situação e oposição na dança das cadeiras da prefeitura, secretarias, câmara de vereadores… e esse planejamento vai se fazer valer.

O que prova que desgaste de tantos encontros e outras reuniões agora, mais que nunca, está valendo a pena.

Quem mais deveria ser ouvido pra isso, não há dúvida que vem a ser o artista canelense. Ora, somos riquíssimos em arte! O pessoal daqui é demais talentoso e estamos em uma região turística de eventos e oportunidades o ano todo. Outra, é o artista local, quem é mais merecedor de palcos por aqui e até a pouco tempo atrás, quem menos palco ganhava. Aí vinha a peleia de quem fala e tenta fazer:

“Eu quero espaço pra mim”, “eu quero espaço para os meus”, “quero reconhecimento do que eu faço dentro da minha região”, “quero sem lembrado e chamado”, “sempre os mesmos!”

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Todas as áreas da cultura têm o mesmo discurso dos seus trabalhadores do setor. Isso sempre foi sabido. Porém agora, formalmente confirmado.

Acontece que agora, os jornais notificaram toda população. A rádio chamou. O boca boca, grupos de whats… por meses toda classe artística foi convocada para fazer algo que pode ser definitivamente a diferença para os próximos dez anos e simplesmente esse chamado foi ignorado por uns 80% dessa galera. (essa fonte é palpite baseado na quantidade de nomes que existe e nomes que responderam de algum modo).

Não vou ficar falando sobre arte nas áreas que fogem ao meu conhecimento e não acompanhei nadinha das tais reuniões, mas vou falar da parte da gauchada e arte da nossa tradição: Zero zerinho. Um zero com virgula, porque tenho ido e havia na reunião outro de bombacha. Mas se contar não somos 1% de quem faz tradição e simplesmente não compareceu de nenhuma forma quando chamado. A entidade maior da nossa cidade e que representa a tradição todo setembro e janeiro não foi. A casa que presta um show gaúcho a mais de trinta anos também não. Dezenas de artistas que pedem datas sempre que a secretaria abre a beirinha do caixa também não.

A nível de município está difícil defender quem fala. E sendo bem dedo duro pra quem vier a ler esta coluna, quando algum conhecido se queixar da falta de espaço ou algo assim, questione se esse teu conhecido artista se fez presente quando chamado pra brigar (por si mesmo que fosse), e aquele abraço.