Canela,

17 de abril de 2024

Anuncie

Canela e seu Plano Municipal de Cultura

Compartilhe:

No último final de semana, 04 e 05 de agosto, aconteceu a Conferência Municipal de Cultura de Canela com o objetivo de apresentar o Plano Municipal de Cultura que será o instrumento de planejamento do setor para os próximos 10 anos. O evento foi realizado no CIDICA e contou, na sexta feira com as apresentações de piano e voz com Arthur Reinhardt e Nicole Pales, a Opera de Papel apresentando Olga Virgínia, academia Neusa Martinotto com dança flamenca, Julia Barcelos e Iago Vitoraci do grupo Os Tapejaras.

No sábado, a abertura contou com Som do Vento com Adriano Dias e Rodrigo Batista, Insanos com Edel Ramos, além dos palestrantes Ralf Cardoso – Secretário Municipal de Cultura de Novo Hamburgo e Marco Aurélio Alves, responsável pela condução da elaboração do Plano. O Município esteve representado por Gilmar Ferreira, Secretário Municipal de Cultura e Turismo – Gilmar, Moisés de Souza – Diretor de Cultura e Jefferson de Oliveira – presidente do Conselho Municipal de Cultura.     

RECEBA GRATUITAMENTE NOSSAS NOTÍCIAS NO SEU WHATSAPP

Mais de 100 pessoas da comunidade cultural estiveram presentes, nos dois dias, ouvindo as propostas e debatendo as metas que nasceram das contribuições da comunidade nas audiências públicas e Fóruns Setoriais que antecederam a Conferência que aprovou o Plano. O próximo passo será a análise do Conselho Municipal de Cultura e da gestão municipal para depois encaminhar ao Legislativo que transformará em Lei esse documento que é o primeiro da história de Canela.

Os eixos norteadores das políticas culturais de Canela serão: estimular o consumo a manifestações artísticas, serviços e bens culturais já existentes no Município estimulando investimentos que ampliem tais iniciativas; aprimorar as linhas de produção e financiamento considerando a necessária distinção entre estudantil, o amador e o profissional; democratizar o acesso à cultura através de políticas públicas inclusivas; promover a inserção da população periférica e da área rural como produtora e consumidora de bens e serviços culturais.

A geração de acessibilidade como princípio norteador das políticas culturas inserindo pessoas com deficiência auditiva, visual, intelectual, com baixa estatura, idosos, refugiados, acamados e enfermos aos meios de produção e consumo da cultura foi um dos pontos priorizados por todos os grupos de trabalho e o estímulo a profissionalização dos trabalhadores da cultura, ampliar e organizar a indústria  cultural e fomentar a economia criativa promovendo feiras, eventos e a fruição sempre considerando a necessária institucionalização e as formações adequadas para o aprimoramento individual e coletivo, considerando o  empreendedorismo, o associativismo e o cooperativismo como alternativas econômicas.

RECEBA AS NOSSAS NOTÍCIAS AGORA TAMBÉM PELO TELEGRAM

O fomento e aperfeiçoamento dos meios e linhas de produção promovendo a inovação, a ciência e a tecnologia permitindo a circulação e o acesso a bens duráveis assim como a   promoção da interdisciplinaridade capaz de gerar racionalização na utilização dos recursos e eficácia no resultado de sua aplicação; promover eventos utilizando o potencial, os criadores, artistas e os trabalhadores locais e a formação técnica para trabalhadores que atuam nas iniciativas culturais e turísticas foram os eixos centrais.

Depois de conhecer esse resumo, os grupos de trabalho de cada setor examinaram e validaram as mais de 300 propostas surgidas desde o começo da elaboração do Plano, condensando algumas e ampliando outras. Agora, o Instituto Brasileiro da Pessoa, organização contratada para sistematizar as propostas, está inserindo as propostas de datas, financiadores, períodos e responsáveis pela realização apresentadas pelos presentes na Conferência.