Canela,

17 de abril de 2024

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Chico

360 GRAUS

Francisco Rocha

Coluna 360 Graus — A teimosia com o lago do Palace Hotel

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Quem conhece o lago do Palace Hotel sabe que ele não passa de uma grande fossa a céu aberto, concentrando todo o esgoto recolhido do Palace Hotel, Leodoro de Azevedo, parte da Vila Maggi e Vila do Cedro.

O resultado deste esgoto ali depositado é uma água suja, turva e malcheirosa, na qual proliferam ratos, mosquitos e tudo mais que vem com o esgoto. Os poucos peixes que insistem em viver no lago, jundiás e cascudos, mais resistentes à poluição, não dão conta de consumir a matéria orgânica e nunca dariam.

As marrequinhas tomam conta do espelho d’água, deixando um aspecto de abandono e sujo.

Estes são os problemas superficiais. Ocorre que o lago foi projetado para ser um barramento de água, em época de chuva forte esta água ficaria acumulada no lago, sendo escoada aos poucos para a rede de macrodrenagem. Com a água reservada no lago, a rede daria conta de escoar a água da chuva nas ruas.

Mas, porém, todavia e entretanto, não é o que acontece. O acúmulo de lodo no leito do lago deixou ele raso. Deve haver uns dois metros de cocô no fundo do lago. O resultado é que a água que chega ali durante a chuva não fica represada. O lago, raso como está, faz o contrário do que foi projetado, ao invés de ser uma bacia de contenção é um grande funil, que recolhe toda a água dos arredores e joga no canal de drenagem.

O canal, com a vazão esgotada com a água que sai do lago não dá conta de escoar a água da rua e vem os alagamentos. Até existe uma escotilha para baixar o nível da água do lago e tentar aumentar a sua capacidade de contenção, mas se baixar um nível da escotilha, algo em torno de 30 centímetros, a parte superior do lago já fica seca, tamanho o assoreamento dele.

E qual seria a solução? Bom ela é drástica, secar o lago e retirar todo este material orgânico ali acumulado ao longo de, pelo menos, 15 anos. Assim, o lago voltaria a sua fundura ideal e poderia cumprir sua finalidade de bacia de contenção.

E porque isso não é feito?

Alegam, algumas pessoas da área do meio ambiente, que ali é uma área de preservação ambiental, com muita vida a ser preservada, um super, mega, ultra crime ambiental.

Agora, com a privatização da Corsan, alguns técnicos estão falando que conseguem despoluir o lago. Isso porque Canela não renovou o contrato com a Corsan, que vence em 2029. A empresa está muito boazinha, de olho na renovação.

Para garantir 25 anos de contrato ou mais, já fala em despoluir o lago, fazendo funcionar aquela gerigonça que foi plantada no parque.

Aí eu pergunto, se isso é possível, porque não fizeram antes? Aliás, a gente sabe bem como a Corsan é zelosa e caprichosa com as suas obras, além de ser extremamente rápida, né?

E assim seguimos, com a Secretaria de Meio Ambiente fingindo que ali é uma preciosa APP, com a Corsan fingindo que tem interesse de despoluir as águas de Canela e a nós, comunidade, fingindo que tudo isso está muito bom.

Não sei se é teimosia, falta de interesse ou de capacidade. Talvez um misto de tudo isso. Mas, o cocô segue lá e em todo o percurso do canal que sai do lago.

Gilberto Cezar: estarei preparado

Muito tem se falado de Gilberto Cezar ser ou não candidato ano que vem, concorrendo a cadeira de Prefeito. Esta coluna trouxe algumas conjecturas ao longo das últimas semanas e os partidos e alguns políticos da cidade rebateram o que publiquei.

Então, resolvi perguntar à fonte. Ao próprio Gilberto Cezar se ele será ou não candidato em 2024. Ele me respondeu o seguinte: estou à disposição do partido, se o partido e a comunidade quiserem que eu seja candidato, estarei preparado.