Canela,

16 de abril de 2024

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Fê Brandão

EU VEJO VOCÊ

Fernanda Rosa Brandão

EU VEJO VOCÊ – O que as crianças estão construindo para o futuro e para o mundo?

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Preciso falar sobre as crianças que estamos construindo para o futuro e para o mundo. Como assim, construindo? Sim, elas são peças novas que estão em construção e isso depende de mim como adulta, minha forma de ver, de agir e sentir estão a todo momento sendo exemplo para que faça igual.

Os adolescentes não surgem do “nada”, são seres humanos criados e educados por mim e você, e seguem a caminhada procurando referências e orientação. Porém muitas vezes não sabe como decidir e escolher tantas coisas que vão surgindo junto com a idade, como eu e você também já passamos por essa fase, talvez mais calma pois as tecnologias eram poucas.

Cabe a mim a aproximação e a escuta ativa. Escutar com os ouvidos e com o coração, sabendo que sim, é uma fase de muitas dúvidas e questionamentos, mudanças no corpo, na mente, na roda de amizades e sim isto é desafiador.

Tenho que olhar, escutar, mostrar e muitas vezes apontar a rota a seguir.

Abrimos o caminho, criamos as tecnologias e só sabemos colocar a culpa nela. Estamos nos construindo e desenvolvendo a todo momento e tenho que parar de culpar alguém e me responsabilizar pelas minhas ações diante dos jovens.

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Estar atenta aos comportamentos e atitudes é um bom caminho, pois raramente vão chegar e falar claramente o que estão sentindo e passando. Por isso é essencial incluir as competências socioemocionais, na vida e na escola, onde vou focar em descobrir as emoções e como agir diante delas.

Aprender a identificar e verbalizar o que sente é um passo importante para seu crescimento e melhor desenvolvimento. Ser sensível e eficaz ao se relacionar com os outros e entender que cada um sente e age de uma forma, somos diferentes e é preciso aceitar as descobertas e o momento de cada um.

Uns mais expressivos, outros mais quietos, mas se estou atenta consigo extrair o melhor de cada um, da forma que aprendam e se relacionem com harmonia no ambiente escolar e no ambiente familiar.

Sem julgamentos e cobranças, e sempre lembrando que já estive neste lugar e sim é desafiador e confuso, porém quando tenho apoio e recursos para passar por esta fase, tudo fica mais tranquilo e leve. Muitas vezes rotulamos “todos” como iguais e sabemos que não está certo, e quando deixo de lado minhas críticas e julgamentos, cada um pode ser exatamente do jeito que é.

Meu papel neste momento é de identificar onde posso contribuir para que se sinta seguro e visto e que pode contar com meu apoio, independente das suas escolhas. Como adulta e com mais experiência posso e devo direcionar, mas a escolha é sempre dele.

Como disse eles não surgem do nada e são continuação daquela criança que a pouco tempo dependia totalmente de mim, porém agora com opinião e vontade própria. Assumo o meu papel de mãe e não de “melhor amiga”, e direciono de acordo com meus valores e do que é correto perante a lei dos homens. E não esqueça: “EU VEJO VOCÊ.”