Canela,

22 de fevereiro de 2024

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OPINIÃO FORTI

Márcio Diehl Forti

OPINIÃO FORTI • Fazer o certo dá trabalho

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AÇÃO CONJUNTA FISCALIZA IRREGULARIDADES, ILEGALIDADES E CRIMES NO ENTORNO DA CATEDRAL DE PEDRA EM CANELA

Estou escrevendo esse texto no calor de acabar de presenciar um operação conjunta da fiscalização do munícipio com apoio da ACIC, do CRECI e acompanhada pela Polícia Civil.

A ação visa coibir a venda ilegal de produtos industrializados no entorno da igreja, ações de abordagens fora do padrão exigido pela lei da Publicidade além de outras questões de irregularidades como automóveis com documentação problemática.

Diversos profissionais estavam envolvidos na ação e isso parou o entorno da Catedral de Pedra. Tudo executado, ao meu ver, com educação e profissionalismo.

Não quero eu aqui entrar no mérito dos direitos do Povo Indígena porque todos sabemos que eles merecem todo apoio e suporte para as suas causas. Mas o que vemos nesse caso beira o absurdo. Ao serem abordados eles intimidam, fazem ameaças e se sentem no direito de misturar as coisas.

Ninguém lá estava coibindo os mesmos de comercializarem sua arte. Ninguém queria tolher qualquer dos direitos deles. Mesmo que alguns estivessem com seus carros fora da lei, mesmo que alguns fossem agressivos e ameaçassem até a integridade física dos que estavam lá fazendo seu trabalho.

É nítido que a comunidade que ali está fazendo seu comércio está muito organizada para defender o seu. Se é de direito (a parte da comercialização de produtos industrializados fabricados na China ou em Taiwan, acho que não né) ou não, é uma discussão longa.

Agora o ponto que quero chegar é. Porque as bancas estão em cima do passeio direcionado a deficientes visuais? Por que as abordagens do povo indígena estão cada vez mais agressivas e fora do tom? Em que momento foi normalizado que eles possam vender produtos que nada tem a ver com sua arte (que é muito bela por sinal)?

Não vou estereotipar as coisas. Eles são cidadãos com direitos e tem em sua defesa alguns argumentos válidos. Mas também precisam seguir regras e a lei embasada pela constituição. E isso é o certo, mas óbvio que dá mais trabalho. Inclusive pra quem fiscaliza, para quem precisa manter a ordem e pra quem quer que as coisas funcionem de acordo com tudo o que escrevi mais acima.

Ao final da ação fiquei com uma frase de um dos comerciantes indígenas usou para um dos fiscais: “Podem recolher tudo, amanhã estaremos aqui fazendo a mesma coisa!”

E a realidade provavelmente vai ser essa. Até porque se quiserem fazer as coisas realmente certas, terão muito mais trabalho!