Canela,

18 de maio de 2024

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Leo de Abreu

VIRE O MATE

Leo de Abreu

VIRE O MATE – Gaúcho Profissional

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Eu, quem escrevo neste espaço, tenho nos meus dias a presença de um chapéu, uma bombacha, lenço e faca na cintura. Trabalho no campo, e em palco com música regional. De profissão sou isso. Tenho amigos bem próximos, que muito dificilmente também não andam pilchados, porque além de sua profissão de certo modo exigir, fazem da roupa tradicional sua opção de estilo. Além setembros, ter a tradição gaúcha “raiz” no cotidiano é a realidade de muitos profissionais tanto em propriedades no interior a até mesmo em grandes metrópoles e cidades turísticas como a nossa. Todo mundo conhece algum “gaúcho profissional”!

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Músicos regionais mesmo, que tem repertórios nativistas e baileros do nosso estilo, tem também por aí. Poucos, muitos cederam a repertórios de MPB e barzinhos pra conseguirem mais mercado. Infelizmente a música daqui enfrenta resistência nas casas com música ao vivo por parte dos contratantes. Uma tremenda ironia, pois é visto que onde tem uma gaita roncando e um violão gaúcho bem tocado, é onde mais celulares se levantam pra filmar músicos, enfim…

Na nossa região turística, há um povo que faz o seu expediente de trabalho sendo uma presença vestida com pilchas a rigor em frente a locais de muitos visitantes. Em churrascarias há sempre uma pessoa destacada em saberes da nossa cultura para explanar um tanto. Que bom que assim é! Podiam ter mais assim por tudo, mostrando o que de bonito temos e somos.

Mas como se tem pouca gente para trabalhar por aí né?

Essa frase tem saído da boca de muitos e muitos empresários… parecem que a conta de gente que quer trabalhar com a conta de vagas não bate nunca. Todo mundo precisa de mão de obra e tem tanta gente buscando… parece graça, sabiam que está faltando no mercado, também, gaúchos profissionais? Desde um peão que saiba trabalhar no campo, como gente de referência que queira ser a referência cultural em algum ponto por ai. E há muitas vagas! Gauchada de talento, fibra e coragem está se escasseando parece, repito, tem muita vaga por aí. É torcer para que essas gerações novas por aí vistam bombachas ainda!

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