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360Graus por Francisco Rocha

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Constantino deve ter úlcera
Não sei bem ao certo quantos maços de cigarro o prefeito Constantino fuma.
Devem ser uns dois por dia, um pouco mais que a minha média.
Quando falo de cigarro, me vem à cabeça o Paulo Santana. Um dos poucos caras que falou abertamente do politicamente incorreto na mídia de massa.
A gente que fuma usa o cigarro como uma bengala. Deposita nele a ansiedade, as tristezas, as frustrações e as raivas. As vezes curtimos com eles alguns prazeres sim, mas na maioria das vezes ele é companheiro de maus bocados, uns atrás dos outros…
Quando eu era jovem, minha vó costuma dizer que eu não era um “pavio curto”, ela dizia que eu não tinha pavio, graças a minha mania de explodir com tudo, responder e resolver as coisas na hora, se necesário, do jeito que fosse.
O tempo foi passando, as responsabilidades aumentando e eu aprendi a nobre arte de engolir sapos. Isso me custou um aumento brusco na quantidade de cigarros e ainda uma úlcera.
Lidar com gente é muito complicado. Administrar o financeiro, pautas, matérias, tudo isso é fácil, mas administrar pessoas é horrível.
No lançamento da Temporada de Inverno, ao falar que o pedido da comunidade era a pacificação de Canela, que ele, Consntantino, havia ouvido e entendido o pedido dos canelenses, no meio do evento, talvez meio que despercebido por todos que estavam ali, o prefeito disse que só ele sabia quantos sapos havia engolido para chegar até aqui.
Eu entendo o prefeito. Pacificar é muito difícil. Isso engloba administrar pessoas, seus egos e suas vontades. Não deve haver no mundo tarefa mais complicada.
Constantino tem conseguido, mas a base de engolir muitos sapos e fumar muitos cigarros.
Talvez, por ter mais idade que eu e consequentemente mais experiência, o prefeito pode ter ententido melhor essa tarefa e talvez não desenvolveu uma úlcera.
Mas, olhando superficialmente, ele deve ter uma úlcera… lidar com gente não é fácil.

Adiantando a marcação
Eu gosto muito de ouvir o secretário de Estado Victor Hugo, mas não quando ele está neste papel de político e sim como intérprete nativista. Sou fá do trabalho dele…
Como político, seu trabalho talvez não tenha se destacado como o de cantor, mas, na última terça, no evento no Parque do Caracol, ele disse, em uma metáfora a um time de futebol, que o turismo no Estado está adiantando a marcação, jogando mais avançado, para quando estiver com a bola nos pés, estar mais perto do gol.
Constantino veio na mesma linha, dizendo que todas as suas secretarias estão “adiantando a marcação”.
De fato, quem circula mais pela cidade, e fala com algumas pessoas, pode sentir que a comunidade está satisfeita com o trabalho da Prefeitura, estão acreditando mais.
Alguns chegam a dizer que Canela é a bola da vez e que vamos começar a colher mais frutos, em comparação à Gramado.
Um bom exemplo disso é o resultado do Destaque Folha 2017, que semana que vem vai ganhar um editorial especial aqui na Folha. Nele, a Administração Municipal aparece com uma aprovação de 97%, a maior dos cinco anos em que o levantamento foi realizado.

Matéria em blog
detona com Gramado
Bom, uma matéria publicada no site MSN.com detonou com Gramado. Intitulada “Cinco roubadas que você deve evitar em Gramado, na Serra Gaúcha”, despertou amores e ódios aqui nas tribos locais, sobretudo porque o autor encerra sua matéria dizendo: o melhor de Gramado é Canela.
Para fazer uma análise do tema, é necessário confessar que sou canelense nato, prefiro Canela e sou bairrista, assim, não deixo dúvidas de que tenho algumas opiniões formadas sobre o assunto.
Vamos lá então, começando pelo final!
Canela não é Gramado, logo, o melhor de Gramado é Gramado e o melhor de Canela é Canela.
Essa mania de comparar as duas cidades é um saco. São coisas muito diferentes, que se completam.
Vão por mim, Gramado, se fosse encravada em qualquer outra região do Estado, não seria a mesma coisa.
A Região das Hortênsias, como um todo, deve à Gramado a sua consolidação como destino turístico. Foram os gramadenses com seu espírito empreendedor que elevaram a cidade, e a região por consequência, a este patamar de um dos principais destinos do país.
Opinião é opinião, igual orelha, todo mundo tem a sua e dá quem quer. O jornalista que escreveu a matéria emitiu a opinião e recebeu nas redes sociais um feedback contrário de todo o país (inclusive de fora dele). Isso por si só já explica muita coisa.
Mas, e sempre tem um mas, deve-se fazer algumas análises de tudo isso. O crescimento do movimento turístico e algumas coisas que Gramado deixou de controlar realmente dão uma impressão ruim em alguns setores. Nada que não possa ser corrigido.
Alías, fica bem claro o recado de que Gramado tem sim essa proposta de ser meio que um shopping a céu aberto, se assim queiram, e que o perfil de Canela é explorar suas belezas naturais.
Cada um com sua identidade e vida que segue.
Porém, que é bom a gente aqui em Canela abrir o olho, ordenar esse crescimento e não cometer alguns erros cometidos pelos vizinhos famosos, é muito bom… e necessário.

Hotel Laje de Pedra
não está sendo vendido
Na semana passada, publiquei aqui neste espaço a notícia de que o Hotel Laje de Pedra estaria sendo vendido. No mesmo dia, sexta-feira, a diretoria da Habitasul entou em contato com nossa redação para rechaçar a possibilidade de venda e afirmar contundentemente que a notícia era inverídica.
A Folha de Canela apurou que realmente uma guia de ITBI – Imposto sobre Transmissão de Bens Móveis foi emitida no valor de R$ 941 mil, em avaliação da Prefeitura de Canela sobre o Hotel Laje de Pedra, avaliado em R$ 47 milhões, mas a mesma não foi paga até o fechamento desta edição, o que indica que o negócio realmente não aconteceu.
A editora Folha de Canela, assim que recebeu o posicionamento do grupo Habitasul, através de sua diretora, Maria Thereza Druck Bastide, transmitiu essa informação aos seus leitores.

Falece Seu Venâncio
Finalizando, a equipe da Folha de Canela presta seus sentimentos aos familiares de Venâncio dos Santos, que faleceu ontem. Nossos sinceros sentimentos.