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Canela do Futuro: nova empresa que deve exportar até 2019

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Pequeno notável, produto ecológico vem para cidade através de lei de incentivo

Você já ouviu falar em pellet? É um pequeno notável produto que vai ser produzido em Canela a partir deste ano.

O pellet de madeira (MiniLenha) é um biocombustível que usa como matéria-prima resíduos como a serragem ou maravalha. Os pellets são pequenos granulados em formato cilíndrico que possuem entre 6 e 8 milímetros de diâmetro, de comprimento possuem entre 10 a 40 milímetros.

Na tarde da última quarta, a Prefeitura de Canela anunciou oficialmente a vinda da empresa Peletilar para a cidade, em cerimônia na Câmara Municipal de Vereadores.

A empresa

Os empreendedores Clair de Bovi e Suzana Tedesco estão a frente da empresa que vai se instalar no Distrito Industrial nos próximos dias. Eles são de Marau, cidade onde já possui a Imezza, empresa de estruturas metálicas há 18 anos no mercado, e a Cetesa, que há oito anos produz telhas metálicas.

Em Canela, a Peletilar deve gerar 20 empregos diretos e até 200 indiretos em sua cadeia produtiva.

A estimativa de produção da MiniLenha é de 7.200 toneladas por ano, número que deve ser alcançado até 2019. Para este ano, também, a expectativa da empresa é estar exportando o produto “made in Canela” para países da Europa e para a Coréia do Sul.

A produção deve acontecer em três turnos, trabalhando 24 horas por dias em 25 dias por mês.

O produto

O pellet é um produto bastante conhecido em mercados como a América do Norte, Europa e parte da Ásia. Ele é energia concentrada e pode substituir a lenha convencional, oléo, gasolina e gás.

Além da industria, pode ser utilizaado em instalações residenciais.

Uma das grandes vantagens da MiniLenha é o aproveitamento do resíduo de madeireiras e da industria moveleira. Esse foi um dos motivos da escolha da região para a instalação da empresa.

A escolha de Canela, segundo De Bovi, se deu pela acolhida da equipe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e dos incentivos oferecidos com a Lei Canela do Futuro.

Até 2019, além dos resíduos como serragem e maravalha, a empresa deve estar processando restos de podas e também todo o tipo de galhos de árvores, como os que restam na derrubada de uma floresta e não são aproveitadas na industria madeireira, além de refil de costaneira.

Além de aproveitar resíduos, o pellet ainda produz CO2 (gás carbono) neutro, ao invés de dióxido de carbono, uma ganho para a natureza.

Os benefícios da chegada da nova empresa

Além da criação de novos empregos diretos e indiretos, a produção de uma fonte de energia ecológica que muito tem a ver com a política da cidade, a Peletilar deve gerar muitos impostos para o município, com a venda para o mercado interno e a exportação, além é claro de resolver os problemas de resíduos de madeira.

Os incentivos

Segundo o secretário Municipal da Fazenda e Desenvolvimento Econômico, Luciano Melo, neste primeiro momento a Prefeitura vai auxiliar com o pagamento de 50% do valor do aluguel do imóvel onde a empresa vai se instalar no Distrito Industrial, que corresponde a R$ 2.500,00. O benefício segue até a empresa construir a nova sede em local próprio.

Para Luciano, o objetivo de aproximar novos empreendedores de Canela, bem como atender melhor os que aqui já se encontram, seguem com força total. Nos próximos meses a Prefeitura deve abrir a Sala do Empreendedor, local para melhor atender os empresários.

Durante a cerimônia, Melo anunciou ainda a ampliação da fábrica da Daupper, no Distrito Industrial, que deve acontecer nos próximos meses.

A lei Canela do Futuro

Para o secretário de Governança, Vilmar Santos, este é um projeto que abre a possibilidade de a Prefeitura analisar caso a caso cada novo investimento em Canela e decidir como pode ajudar este empreendimento.

A lei é um projeto piloto que deve ser levado para outras cidades, mas que coloca Canela em condições de igualdade de buscar novas empresas com outras cidades que já possuem projetos semelhantes.

Além disso, abre ainda a possibilidade de que bens públicos possam ser explorados pela iniciativa privada, gerando receita para a sua própria manutenação e que após certo tempo voltem para a administração do Município, casos que podem ser aplicados na Praça, Teatro Municipal, Parque do Palácio e Rodoviária.

Porém, segundo Vilmar, “para cada caso deverá ser feita uma lei específica, com aprovação da Câmara de Vereadores e discussão da comunidade”.

Fotos: Francisco Rocha

Pequeno notável, o pellet “made in Canela” deve virar produto de exportação até 2019

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