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A Corsan e sua fúria predatória

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Em visita à redação da Folha, um dos assuntos comentados com o prefeito de Gravataí, Marco Alba, foi o serviço prestado pela Corsan.

A cidade de Gravataí, na Região Metropolitana, aparece com destaque em um ranking pouco animador. Dados do Instituto Trata Brasil, que levam em conta os 100 maiores municípios do País em número de habitantes, colocam a cidade como a quarta pior em saneamento, com quase 75% de esgoto não tratado e cerca de 17% da população sem água potável. A situação coloca em conflito a Corsan, que administra o serviço, e a prefeitura municipal.

Não é de hoje que Gravataí quer romper com a Corsan. “É uma prática predatória, ela utiliza o recurso natural da cidade e não devolve nada”, diz Alba.

Para o prefeito, existem prioridades elencadas no plano de saneamento básico de cada cidade que o contrato com a Corsan deve cumprir. Se estes requisitos não estiverem presentes no contrato, é possível anular o mesmo e abrir uma nova concorrência para explorar o serviço de esgoto e de abastecimento de água.

Para Alba, o pulo do gato é cobrar uma outorga para a realização deste serviço, um valor que a empresa vencedora tem que pagar ao município para operar a terceirização.

Em Canela, a Corsan é alvo de diversas críticas e a falta de operação do esgoto cloacal levou o Ministério Público a instaurar um processo civil público contra a Prefeitura.

Além disso, o abastecimento de água é muito lucrativo, pois nossa água não necessita muito tratamento para ser distribuída à população, já o esgoto, ela não investe nada. Assim, fica fácil prestar serviço público.

Por outro lado, com exceção de Gravataí, os municípios não tem muita motivação de brigar com a Corsan, uma empresa do Governo do Estado, o que seria praticamente brigar com o Governador.

Enquanto isso, a população é quem paga esse pato.