Início 360 Graus 360Graus por Francisco Rocha: Eu e você, você e eu…

360Graus por Francisco Rocha: Eu e você, você e eu…

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Antes de falar sobre os fatos da semana, preciso falar da situação geral do país, a qual só vai mudar diante da atitude de duas pessoas: eu e você!
Exatamente, o brasileiro se acostumou a falar mal da política, a não se interessar pela política, a não discutir política e é por isso e por outros motivos que chegamos ao ponto que chegamos.
Quando você não toma uma atitude, alguém vai tomar. Quando você não ocupa algum espaço, deixa ele aberto para que outra pessoa ocupe. Não adianta você reclamar da política se vota em branco e se não vota em branco, vota e não cobra do seu candidato.
Estamos em ano de eleição e temos a oportunidade de ao menos dar um recado: não reelegeremos quem não merece, queremos mudança.
Não adianta ficar neutro. Quando você não faz nada, não tem o direito de reclamar.
Leia, informe-se, participe, só assim vamos mudar esse país.

O dia que a cidade parou > O jornal impresso tem a missão de registrar os fatos da cidade. As outras mídias oferecem dificuldade para isso, como rádio, TV e até internet. Encontrar alguma coisa na rede de anos atrás é praticamente impossível.
O jornal não, está lá, impresso, guardado, pronto para ser folheado.
Guarde seu exemplar desta semana para mostrar para seus filhos e netos o dia em que Canela parou para correr atrás de gasolina.

Caos I > Na mitologia grega, Caos é uma das primeiras entidades divinas a surgir, ele cria coisas a partir de uma cisão, de uma quebra. Ajudou inclusive a criar o mundo atual.
Esperamos que este caos que estamos vivendo seja o início de um novo mundo, a partir de quebras de paradigmas.
Por outro lado, não dá para não registrar o que está acontecendo. Vender gasolina a R$ 6,20 o litro e se aproveitar do desespero do cidadão é feio, muito feio, para ficar no politicamente correto.

Caos II > Além dos problemas decorrentes da paralisação dos caminhoneiros, o centro de Canela, ultimamente, está tendo mais cones que veículos. O pessoal do planejamento (que tem que planejar, se é que você me entende) não poderia deixar duas ruas seguidas fechadas por obras diferentes.
Por favor, primeiro uma depois a outra.

Caos III > Será que o engenheiro que previu o colapso do posto da Osvaldo Aranha estava prevendo o futuro e falando da greve? Queria ele fazer uma reserva de combustível?
Gente, eu juro que compreendo a indignação e desespero dos comerciantes do posto e do edifício Querência, bem como dos moradores.
Assim como eu compreendo que não chegou às mãos do Corpo de Bombeiros nenhum documento confiável para a desinterdição.
A dúvida que paira sobre o Ministério Público é: porque o engenheiro que pediu a interdição do prédio mudou de opinião em menos de uma semana?
Afinal, parece claro que alguém não está querendo se comprometer neste processo e não é MP, Bombeiros ou Prefeitura.
Enquanto isso, quem paga o prejuízo com sua casa/comércio interditado?
É ou não o caos?