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Forma de liberação do auxílio do transporte universitário causa reclamação dos estudantes

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Não é a primeira vez e pelo visto não vai ser a última. Nesta semana, estudantes canelenses que frequentam entidades de ensino superior no Vale do Paranhana e Região Metropolitana voltaram a reclamar da forma e do valor repassado pela Prefeitura de Canela para auxílio no transporte.
As reclamações são duas: o valor repassado, cerca de 70% do custo do transporte, e o fato de não ter sido pago no início do ano letivo.
A Associação dos Estudantes da Unisinos é a que mais reclama. Segundo a presidente Monique Göttert, “todo o ano é a mesma coisa, colocam a culpa pela demora na documentação das associações”.
Já a Secretaria Municipal de Educação usa mesmo este argumento, que a falta da prestação de contas dos anos anteriores e a não apresentação de alguns documentos acaba atrasando o pagamento. O secretário Gilberto Tegner, inclusive, enviou os comprovantes de depósito das associações de estudantes da Faccat e da Feevale.
Existe ainda um ruído de comunicação entre as associações e a Prefeitura. Os estudantes afirmam que não podem usar os recursos para os meses retroativos, desta forma, os valores referentes a fevereiro, março e abril devem ser pagos integralmente à empresa que faz o transporte, do bolso dos alunos.
“Alguns estudantes vão receber boletos de até R$ 900,00 e a empresa realizou o transporte até agora sem receber nestes meses”, afirma a presidente da associação da Unisinos.
Ou queixa, dos alunos da Feevale, é que não podendo usar os valores retroativos, estes recursos deveriam ser devolvidos no final do ano.
Quanto a isso, o secretário Gilberto afirma que não há nada no convênio que estabeleça que os recursos integrais não possam ser totalmente usados em 2018. “O que não podemos é aceitar em maio uma nota emitida em janeiro, ou fevereiro por exemplo”. Desta forma, os 30% que os alunos pagariam nos próximos meses pode ser usado para quitar os primeiros meses do ano e a verba da Prefeitura pode pagar o transporte integral de um ou dois meses, sem irregularidades, segundo Tegner. “Está havendo uma falta de entendimento do convênio, nosso compromisso é pagar 70% do transporte, em qual mês eles vão usar este valor, é uma decisão dos estudantes, desde que seja daqui para frente”.

Promessa do pagamento de 100%
Outros estudantes reivindicam o pagamento integral do transporte universitário. Segundo eles,foi promessa de campanha da atual administração a cobertura de 100% dos custos com deslocamento.
Por outro lado, a Prefeitura afirma que nunca prometeu nada além dos 70% e que neste ano vai pagar todo o valor em seis parcelas.
Em nota, a Secretaria de Educação disse que os valores repassados neste ano são: Faccat – R$ 118.076,00; Feevale – R$ 306.421,50; Unisinos – R$ 173.250,00; Ulbra – R$ 60.637,00 (o valor da Feevale é mais alto devido a associação ter assumido todo o transporte diurno, atendendo também universitários da Ulbra e da Unisinos).
Além disso, disse que a associação que representa os universitários da Unisinos – que está gerando o maior número de reclamações – entregou a documentação com o termo de fomento alterado apenas na manhã desta terça-feira, 22. O documento foi encaminhado para as Secretarias de Educação e da Fazenda e Desenvolvimento Econômico, que darão andamento no processo buscando a liberação dos recursos;
Já a associação que representa o CIMOL ainda não apresentou a prestação de contas referente ao ano de 2017, no entanto, a entidade informou que está providenciando a documentação.
A associação dos estudantes da Unisinos afirma que entregou a documentação no início de fevereiro e somente foi procurada novamente nesta semana. A Secretaria de Educação diz que quem se sentir prejudicado ou tiver dúvidas sobre a liberação do recurso pode procurar pessoalmente a entidade para esclarecimentos.