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Espaço do leitor: Mau atendimento e falta de consultas no HCC

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Nesta semana, leitora da Folha de Canela procurou a redação para reclamar da demora do atendimento no Hospital e da falta de médicos na unidade central de Saúde.
Segundo ela, com apenas duas fichas, na última terça, ela teve que procurar atendimento para sua filha, com crise respiratória, no plantão do HCC, onde chegou às 7h, sendo atendida apenas às 12h, após passar por uma triagem realizada por enfermeira.
Quando finalmente conseguiu ver o médico, o mesmo nem examinou sua filha, não prescrevendo nenhum tratamento, restando a ele procurar atendimento na rede particular.
Não é de hoje que a falta de consultas nos postos de saúde acaba superlotando o plantão do hospital. Na última terça, algumas pessoas desistiram de aguardar pelo atendimento após horas de espera. O que não pode é jogar a culpa no cidadão, doente, que procura o serviço médico na rede pública.
Passou da hora de Canela ter um pronto atendimento municipal, só os agendamentos não estão resolvendo o problema.

Contraponto
O HCC, através de seu diretor, Antonio Saldanha, disse que o Hospital está fazendo a substituição da empresa que faz o atendimento médico da urgência e emergência do HCC. Aliado a isso, temos sempre neste período de inverno um aumento na procura por atendimento devido ao nosso clima.
Cabe salientar que 90 % desses atendimentos na urgência são classificados como ‘azul’, ou seja, o paciente, por não ser urgência, deveria se dirigir ao Posto de Saúde. Acaba que esses 90% prejudicam o fluxo de atendimento de quem realmente precisa, os restantes 10%” .
Já a Prefeitura, através do secretário de Saúde, Jean Spall, afirmou que houve um aumento de hora/médicos nas unidades básicas de saúde. “O que acontece é que há um número maior de agendamentos, que acontece nas sextas-feiras, do que fichas diárias a serem distribuídas na porta”.
A Secretaria de Saúde realiza um estudo onde poderão acontecer mudanças, principalmente na unidade central, no que se refere a agendamentos e atendimentos na porta.
O que também pode acontecer são férias dos profissionais do quadro efetivo da prefeitura ou troca de profissionais médicos por parte da empresa contratada. Jean aponta que a grande procura pelo hospital se dá devido a facilidade no atendimento na hora e dia que o paciente quer e não como a Secretaria de Saúde tem disponibilidade.