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360 Graus por Francisco Rocha: Eleições 2018

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Quer uma ideia de urna eletrônica?

Funcionar igual loteria. O eleitor marca (preenche) o quadradinho de cada número, para cada candidato.
O mesário passa na máquina, que lê os votos, exibe na tela as opções para o eleitor que confirma e os arquiva no sistema.
O volante é autenticado pela máquina no ato da leitura e vai para uma urna, caso seja necessário a recontagem.
Dá até pra levar o volante pronto de casa, igual loteria, o mesário só identifica o eleitor e autoriza a leitora da cédula/volante.
Temos a digitalização da contagem e o papel conservando o voto.
E tem mais, preencher volante de loteria todo mundo sabe… e a eleição é uma loteria mesmo. Então…

Gilberto César

É necessário ressaltar a votação de Gilberto César, sem fundo partidário e sem recurso público, alcançou mais de 19 mil votos. Surge uma forte e grande representação política na região.

Não é de se surpreender se César assumir uma secretária de Estado, em caso de vitória de Eduardo Leite.

2º turno

Vamos então para o segundo turno, de hoje até o dia da eleição, mais 16 dias de ofensas e fake news.

Pior que as notícias falsas, são as teses (erradas) que alguns defendem sem ter o mínimo de conhecimento sobre o assunto. É dose.

Fim de ciclo

Na época do impeachment de Dilma Rousseff, após, nos movimentos vem pra rua, fora Temer e na greve dos caminhoneiros, eu escrevi, aqui nesta coluna, que as urnas trariam surpresas à classe política. Dito e feito!

Além, é claro, dos votos brancos, nulos e abstenções, que saberíamos que iriam subir muito, aconteceu um início de renovação nos legislativos.

É só o fim de um ciclo, no qual quem não gostava de política, passou a acompanhar e discutir sobre o assunto. Sem entrar no mérito da razão, quase todo mundo tem hoje uma ideia, um palpite sobre a eleição.

É o fim de um ciclo que só quem militava em partido, tinha cargo público ou representava classes falava sobre política e fazia campanha.

Os votos de Bolsonaro são um recado a toda a classe política, inclusive ao próprio Bolsonaro: se não render, se roubar, se pisar na bola, a gente troca. E aí está o início de um novo ciclo.

Ainda falta muito

Apesar de estarmos no início deste novo ciclo, ainda falta muito para chegarmos lá. Domingo, quando fui votar, deixei “aquela que me governa” na fila da sua seção, na Danton e fiquei “zureteando”, matando tempo.  Ouvindo as conversas alheias, deu pra ver o monte de gente que nem sabia que eram dois votos para senador e perguntavam aos mais conhecidos em quem iriam votar, para completar a sua colinha.

Já na minha seção, no Marista, duas senhoras simpáticas, uma antes e outra depois de mim, na fila, comentavam que iriam votar apenas para governador e presidente, pois não conheciam os candidatos aos outros cargos e também não importava, já que nenhum prestava.

Isso aqui, na próspera Canela, cidade do “Estado mais politizado do País”.

Imagina então nestes cantões do Brasil.

Se essa renovação, essa afirmação de mudança, que inicia o novo ciclo se consolidar, as novas eleições trarão ainda mais surpresas à classe política que ainda não entendeu essa mudança e continua agindo como se estivesse buscando votos lá em 1900 e guaraná de rolha.

Não dá pra continuar

A única certeza é que não podemos continuar de braços cruzados para a roubalheira que alguns políticos fizeram neste país. Tem um ditado da minha vó que definem bem o que penso da classe política hoje: “uma égua ventana, procura outra pra se coçar”, que pode ser traduzido para “diga-me com quem andas e te direis em qual estatal tu mamas”.