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Luiz Antônio Alves: Quantos avós nós temos?

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Você sabia que nós somos descendentes do homem das cavernas?
Para alguns isto pode parecer piada e que nunca tinha pensado nesta possibilidade. Quando falamos em homo sapiens, neanderthal, cro-magnon, homo erectus e outras denominações da evolução humana em milhares de anos, chegando ao nosso homo brasiliensis nos damos conta dos milhões de ancestrais vovôs que possuímos. A nossa árvore genealógica de costados é muito maior do que imaginamos!
É confirmado pela ciência que a busca pelo Conhecimento exige também vários métodos de aprendizagem e esforço pela garimpagem de informações consistentes. Uma delas, no campo didático, é aprender a contextualizar fatos históricos para entendermos melhor a linha do tempo. Algumas pessoas têm dificuldades em perceber a realidade que nos envolve por falta de prática e costume em fazer conexões, desde a matemática até contatos imediatos com a política e economia. E isto é primário. No momento que paramos para pensar sobre quem foram nossos avós, bisavós, trisavós passamos para um processo de racionalização do que percebemos sobre ciclos e etapas da vida que é nosso próprio inventário pessoal ou patrimônio cultural.
Às vezes é dada explicação sobre nossos antepassados de uma forma simples, mas que não diz tudo. Por exemplo: temos 4 avós, 8 bisavós, 16 trisavós, 32 tetravós, e vamos multiplicando por dois (o dobro) para cada geração até chegar na Idade Média ou na Idade Antiga, de acordo com a documentação encontrada. Se essa progressão e sequência fossem verdadeiras, chegaríamos na 46ª geração com um total de ancestrais de 157.872.308.024.784 pessoas, mais de 157 trilhões! É só fazer a conta, caros leitores e leitoras. Em algumas publicações minhas fiz algumas simulações e cheguei a este estratosférico número. E é impossível, pois a população da terra em todo o viés temporal que conhecemos, entre os vivos e os mortos, nunca chegou a 157 trilhões.
Como explicar então, a dramática redução deste número? Quando realizei o citado exercício, analisei 1000 árvores de costados de algumas famílias brasileiras nas cinco regiões do País. Em todas elas havia relação de parentesco genealógico, distante ou próximo. Isto significa dizer que nas 46 gerações, para nós brasileiros descendentes do famoso tripé índio+branco+negro, temos em comum, no mínimo um casal ancestral. Existem famílias com sobrenomes diferentes que podem ter até 20 ou 30 casais em comum em 1800 anos.
O casamento entre parentes é que dá outra noção sobre a quantidade de parentes. Casamentos entre primos, tio com sobrinha, madrasta com enteado (que pode ser parente) são as causas para se reduzir a expectativa no número de ancestrais. Assim, poderemos ter um trisavô que ao mesmo tempo pode ser também nosso tetravô. É só meditar um pouco.
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