Canela,

20 de junho de 2026

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Opinião | Francisco Rocha

17 anos depois, uma nova ETE

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Estação de tratamento de esgoto, desmontada, já está em Canela
Estação de tratamento de esgoto, desmontada, já está em Canela

Estamos em plena Semana do Meio Ambiente, que, neste ano, em razão da pandemia do novo coronavírus está tendo sua programação 99% virtual, transmitida via Facebook, pelos canais do Portal da Folha e da Prefeitura de Canela.

E foi em um painel que participei, na última quarta, que o secretário Municipal de Meio Ambiente, Jackson Muller, anunciou que a Estação de Tratamento de Esgoto da Vila Miná deve sair em até 90 dias.

Ela será instalada na área entre o loteamento popular e a Av. Cônego João Marchesi, atrás do campo do antigo Tricolor.

Ao ver a foto do equipamento, minha frase para o secretário foi: parece tão simples. E ele respondeu: e é!

Área reservada para a instalação da ETE, na Vila Miná

Mas, há um lapso temporal de 17 anos entre a última ETE construída pelo Poder Público em Canela e esta. A última foi a do Chacrão, lá em 2003 (claro, tem as dos condomínios, mas estas foram feitas pela iniciativa privada).

Então, a ação que parece tão simples na verdade é muito importante, primeiro porque vai oferecer saneamento básico a um dos maiores loteamentos populares da cidade, a Vila Miná.

Segundo porque ali, ao lado da Miná, naquele banhado, nasce o arroio Canelinha, que corta Miná, São Lucas, Bom Jesus, Celulose, até se transformar no arroio Caracol, chegando até o nosso principal atrativo turístico.

Terceiro, e não menos importante, a retomada de uma política de tratamento de esgoto cloacal, que prevê uma ETE para tratar a água que chega ao lago, do loteamento central, onde fica o parque muito frequentado pelos canelenses e é também um dos principais afluentes do Caracol.