Canela,

19 de janeiro de 2026

Anuncie

Cabelo

OPINIÃO FORTI

Márcio Diehl Forti

Janeiro chegou, chegando

Compartilhe:

Geralmente janeiro é um mês mais moroso nos acontecimentos da aldeia. Gente de férias, Casa do Povo em recesso e aquela expectativa de que o ano só começa mesmo depois do carnaval. Mas 2026 já entrou com o dedo na tomada por aqui. Dentro da prefeitura, mudanças de estrutura, troca de pessoas e notícias de investimentos fortes no hospital. A tão sonhada reforma do Centro de Feiras e Eventos parece que agora vai realmente sair do papel. Fora da prefeitura, a bombástica notícia do encerramento do Oasis Santa Ângela e todos os impactos que isso traz para a comunidade.

As informações vindas da prefeitura mostram que o prefeito quer mais agilidade e dinamismo nas ações. Isso começa pelo novo desenho estrutural que entrou em vigor em algumas secretarias e também pelas pessoas que estão chegando ao governo. Vamos citar Marcelo Savi. Enquanto secretário de Obras, Savi era um trator, digamos assim. Trabalhou incansavelmente, inclusive durante as enchentes. Nunca teve tempo ruim para ele. Agora assume um departamento que sempre foi considerado “patinho feio” dentro do governo, mas que é muito valorizado por uma parcela importante da comunidade. Bons nomes já passaram pelo DMEL: Hélio Echer, André Luiz Moreira, o Chaminé, Dilo Daros e tantos outros. Fizeram o que podiam com muito pouco. O desafio para o “Marcelão” é o mesmo. Capacidade ele tem, e vontade sobra.

A secretaria que passou por mais reformulações neste momento foi a de Trânsito, Transporte e Fiscalização, que agora se chama Segurança Pública, Mobilidade e Fiscalização. Atualiza o escopo e traz à tona a ideia de ter como foco principal um melhor cuidado com a sociedade, no sentido de deixar os munícipes mais tranquilos e seguros. Uma guarda armada está no horizonte do secretário Adriel Buss, e creio que essa será sua missão incansável. Ele, junto de sua equipe, resolveu a questão do camelódromo disfarçado de “artesanato” por indígenas que nunca foram habitantes das terras da nossa cidade. Capacidade ele tem; resta saber se conseguirá verba e apoio político para constituir uma Guarda Municipal.

Sobre o Oasis Santa Ângela, vi há pouco a entrevista da Irmã Sônia ao Chico. É compreensível e respeitável que a entidade não queira ou não consiga mais trabalhar diante da complexidade financeira. Mais de dois milhões de prejuízo é algo a ser considerado. Segundo a notícia, o déficit mensal é de 70 mil reais. Em um ano, chega perto de um milhão. É matemática pura. Por outro lado, acredito que deveriam ter sido esgotadas todas as possibilidades antes de um anúncio tão definitivo. São 53 anos de história e dedicação a uma causa. Informações dão conta de que o poder público também foi pego de surpresa. Será que não poderia haver algo a ser feito? Será que outras instituições e entidades não poderiam ter sido chamadas para um diálogo?

Consta que a ideia da entidade administradora é alugar o espaço para terceiros também do ramo da saúde. As famílias de idosos, que já tinham sua rotina estabelecida, terão apenas 45 dias para procurar um novo lar. É tempo exíguo. Não é simplesmente mudar de casa, apartamento ou emprego. Requer estrutura, investimento e, sobretudo, acolhimento e empatia. Acho que poderia ter havido uma melhor composição nesse sentido.

Por fim, fica a torcida para que algo positivo aconteça ali. Já ouvi falar em um novo condomínio naquela localidade, o que não é proibido, diga-se de passagem. Mas, com certeza, seria uma página virada de forma equivocada na história da comunidade de Canela.