Caro leitor, me peguei pensando em quantas coisas aconteceram “por acaso”. Encontros inesperados. Conversas que abriram caminhos. Oportunidades que surgiram quase sem aviso. E, olhando de fora, poderia até parecer sorte. Coincidência. Destino, talvez. Mas será mesmo?
Quanto mais eu observo, mais eu percebo que o tal “acaso” tem endereço certo: ele encontra quem está em movimento. Nada disso teria acontecido se eu não estivesse presente. Se eu não tivesse saído. Se eu não tivesse participado, me conectado, me exposto. Se eu tivesse ficado esperando o momento ideal, provavelmente nada teria acontecido.
Essa semana mesmo, em um desses momentos de troca e conexão — como tantos que acontecem dentro da Central de Negócios — surgiu uma conversa simples que abriu uma nova possibilidade. Nada planejado. Nada forçado. Mas também não foi sorte. Foi presença. Foi estar no ambiente certo, com as pessoas certas, construindo relações. De fora, alguém pode chamar de coincidência. Eu sei que não é.
A verdade é simples — e, ao mesmo tempo, desconfortável: oportunidades não surgem no vazio. Elas aparecem para quem está construindo. Mesmo sem garantia. Mesmo sem certeza. Mesmo quando ainda não está tudo perfeito.
O encontro pode até parecer coincidência. Mas a decisão de estar lá… nunca é. Nos negócios — e na vida — é fácil romantizar a sorte. É confortável acreditar que algumas pessoas “têm mais oportunidades”. Mas, na prática, o que existe são pessoas que se colocam mais em jogo. Que aparecem. Que participam. Que se envolvem. Que constroem ambientes onde as conexões acontecem.
E aí, quando algo dá certo, chamam de acaso. Mas não é. Ou pelo menos, não é só isso.
Talvez a pergunta mais honesta não seja: “por que isso aconteceu comigo?”, mas sim: onde eu estou me colocando para que coisas boas possam acontecer? Porque, no fim, coincidência mesmo é esperar resultados diferentes fazendo sempre as mesmas coisas. O resto… é construção.