Se você acompanha minimamente as redes sociais locais, certamente já viu a expressão “Canela sendo Canela”.
Quase sempre ela aparece associada a um fato negativo, como se nossa cidade fosse fadada ao fracasso ou como se nada aqui desse certo, tudo fosse mal feito ou pela metade.
Confesso que isso me incomoda.
Nas últimas semanas, no exercício do jornalismo, tenho acompanhado uma série de ações importantes e bem-sucedidas, tanto do poder público quanto da iniciativa privada. E elas mostram exatamente o contrário dessa narrativa: mostram o potencial do nosso morador, do nosso empreendedor e também da gestão pública.
Na esfera pública, iniciativas como o Desfile Encantado de Páscoa e a 1ª Rústica de Canela são exemplos claros de que, quando há parceria entre poder público e iniciativa privada, o resultado aparece.
Na iniciativa privada, acompanhamos a reabertura do Mundo a Vapor e do La Estación, empreendimentos com DNA canelense e que são motivo de orgulho. Soma-se a isso o novo complexo hospitalar Pompéia Pryme, em construção, que deve elevar o patamar da cidade na área da saúde.
Na área social, então, os exemplos são inúmeros. O trabalho da APAE, o apoio da iniciativa privada à segurança pública e tantas outras ações que, se fossem listadas, exigiriam mais de uma coluna.
Essa é a verdadeira Canela sendo Canela.
Uma cidade que funciona, que cresce, que gera oportunidades e que dá orgulho a quem vive aqui.
Temos problemas? Claro que temos. Toda cidade tem.
Mas transformar cada fato negativo em regra e cada conquista em motivo de crítica não ajuda em absolutamente nada.
Criou-se, nas redes sociais, um movimento de baixa autoestima coletiva. Um hábito de desqualificar o que é positivo usando problemas paralelos como argumento. Abre um empreendimento e alguém comenta sobre o hospital. Surge um evento e aparece alguém resgatando um problema de anos atrás para sustentar uma narrativa negativa.
Isso não é crítica construtiva. Isso é distorção.
Os problemas devem ser enfrentados, cobrados e resolvidos. E a Folha, ao longo de seus 14 anos, sempre cumpriu esse papel com responsabilidade.
Mas Canela não pode ser definida apenas pelos seus problemas.
Canela é, acima de tudo, uma cidade de gente que trabalha, empreende e faz acontecer.
E é justamente para mostrar essa realidade que a Folha inicia uma nova linha editorial com mais espaço para pautas positivas. Não como maquiagem da realidade, mas como equilíbrio.
Começamos nesta sexta-feira, com um especial do Dia do Trabalhador, destacando histórias que mostram a força do trabalho do canelense e sua importância para o desenvolvimento da cidade.
Essas matérias estarão no Portal da Folha, nas redes sociais e em destaque na nossa página inicial.
Fica o convite para que você leia, acompanhe e, principalmente, reflita.
Talvez, da próxima vez que alguém escrever “Canela sendo Canela” de forma negativa, a gente possa responder com mais propriedade.
Porque Canela é muito melhor do que alguns insistem em dizer.
Quem constrói Canela não é eleição. É gente.
Políticos e gestões são passageiros e, no fim das contas, cidades são reflexo das pessoas que vivem nelas. E nós seguimos aqui.