Pré-candidato ao Senado pelo MDB esteve na cidade ao lado do ex-prefeito Constantino Orsolin e afirmou que experiência e capacidade de diálogo serão diferenciais na disputa de 2026
O ex-governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato ao Senado pelo MDB, Germano Rigotto, esteve em Canela na noite de terça-feira (16), participando de um encontro com militantes e simpatizantes do partido ao lado do ex-prefeito Constantino Orsolin, pré-candidato a deputado estadual.
A visita integra uma série de agendas que Rigotto vem realizando pelo Rio Grande do Sul e também fora do Estado neste período de pré-campanha. Durante o encontro, o ex-governador destacou sua relação histórica com Canela, lembrou as expressivas votações obtidas no município ao longo da carreira política e ressaltou a parceria construída com Constantino ao longo das últimas décadas.
Ao explicar os motivos que o levaram a voltar à disputa eleitoral após oito anos sem concorrer a cargos públicos, Rigotto afirmou que nunca esteve afastado da vida pública. Segundo ele, o período foi dedicado a palestras, participação em conselhos de entidades nacionais e debates sobre temas econômicos e institucionais do país.
“Eu não fiquei parado esse tempo todo. Continuei trabalhando, debatendo os grandes temas nacionais e aprendendo. Quando surgiu a possibilidade de concorrer ao Senado, não foi apenas um chamado do partido. Muitas pessoas me diziam que era hora de voltar”, afirmou.
Ao longo da conversa, Rigotto fez críticas ao atual funcionamento das instituições brasileiras e defendeu um Senado mais atuante. Para ele, a Casa tem se omitido em temas relevantes e precisa reassumir seu papel de equilíbrio entre os Poderes.
Entre as propostas apresentadas, o ex-governador defendeu mudanças no processo de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal, a revisão do foro privilegiado e a criação de mecanismos que fortaleçam a independência das instituições.
Rigotto também afirmou que pretende atuar em pautas ligadas ao desenvolvimento regional, defendendo a criação de um fundo específico para a Região Sul, semelhante aos existentes para Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de participar das discussões sobre a dívida do Rio Grande do Sul com a União.
Durante a entrevista, o pré-candidato destacou sua trajetória política iniciada em 1976 e afirmou que sua principal credencial é ter passado pela Câmara de Vereadores, Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados, Governo do Estado e atividades nacionais sem responder a processos ou acusações de irregularidades.
Ao abordar o cenário eleitoral de 2026, Rigotto avaliou que a polarização continuará presente, mas criticou o que chamou de radicalização do debate político.
“Eu não condeno a polarização. O que eu condeno é a radicalização e a ideologização de tudo. O Brasil precisa voltar a discutir os grandes temas nacionais e deixar de personalizar todos os debates”, afirmou.
A pré-candidatura de Rigotto ganhou força nas últimas semanas após manifestações públicas de apoio de lideranças históricas do MDB gaúcho. Entre elas está o ex-senador Pedro Simon, que apontou o ex-governador como um dos nomes capazes de representar no Senado uma linha política baseada em diálogo, equilíbrio institucional e defesa dos interesses do Rio Grande do Sul.
O encontro em Canela reuniu lideranças locais, filiados e simpatizantes do MDB da Região das Hortênsias e marcou mais uma etapa da construção da candidatura que o partido pretende apresentar nas eleições de 2026.